A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 04/10/2019
Já dizia o maestro Tom Jobim, “o Brasil cultua o fracasso”. Afinal, a desvalorização da ciência em prol do desenvolvimento é um sinal evidente do atraso em que o país vive. De forma contrária ao Brasil atual, o governo getulista, da década de 30, foi de extrema importância para os avanços da ciência no país, tal que houve o descobrimento do petróleo, como também, o melhoramento na saúde, devido aos investimentos estatais em pesquisas científicas. Dessa modo convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para a falta de incentivo público acerca do protagonismo científico.
Em primeira análise, segundo os parâmetros da Constituição de 1988, é dever do Estado fornecer verbas para instituições educacionais e de pesquisas no Brasil. Nesse contexto, cabe destacar o pensamento de John Locke. Para esse filósofo, o contrato social funda o poder político, que visa garantir os direitos individuais. No Brasil, entretanto, o próprio Estado quebra esse acordo sociopolítico, visto que o atual governo vigente cortou os investimentos às pesquisas por universidades, segundo dados da revista EXAME. Infelizmente, com tal atitude, o desenvolvimento nacional foi duramente barrado, dado que o avanço científico promove saúde e segurança à população. Afinal, envolve diretamente a criação de medicamentos para o combate à enfermidades, como também, a elaboração de novas armas à serviço da seguridade dos cidadãos.
Sob outro viés, veja-se a atual situação da Alemanha, que apesar de perder duas guerras mundiais, é considerada uma grande potência, em razão do alto investimento na ciência. À vista disso, o país carrega para sempre o legado de ser “berço” de grandes cientistas, como Albert Einstein. No Brasil, todavia, a desvalorização do conhecimento científico representa um desafio a ser enfrentado por toda a sociedade. Desse modo, portanto, a escassez de investimento no avanço tecnológico é precursor para a dependência do Brasil sobre outras potências, como a Alemanha e Estados Unidos; pois o que a ciência nacional gera é incapaz de abastecer toda a população, torna-se, assim, necessitado de importações e, consequentemente, não alcança o desenvolvimento econômico.
Logo, é sabido, então, que o principal fator para a desvalorização da ciência, em território brasileiro, é a falta de verbas para a busca de conhecimento e pesquisas. Portanto, torna-se necessária a ação direta do Governo Federal para fornecer investimentos, por meio dos altos tributos cobrados sob a população. Além disso, essa verba deve ser destinadas, tanto para instituições federais de ensino e universidades, quanto para a criação de centros de pesquisas, como laboratórios científicos e, ainda, devem ser geradas bolsas para estudantes a fim de que esses se dediquem e capacitem-se integralmente. Por fim, somente assim, o Brasil cultuará o desenvolvimento, por meio da ciência.