A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 06/10/2019
Após a Primeira e Segunda Guerra Mundial, o papel dos cientistas foi de fundamental importância para atender os soldados ou vítimas da guerra, como a criação do antibiótico Penicilina ou de cirurgias plásticas. Entretanto, só em 2015, o governo brasileiro cortou R$ 1,8 bilhão de investimentos e desenvolvimento científico. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de recursos e a situação econômica do país causam tal problema e combatê-lo.
A princípio, a falta de recursos é uma das principais causas da desvalorização da ciência no país. Isso porque, a aplicação de capital nesse setor é crucial para os atuais e futuros cientistas realizarem suas pesquisas e inovações para o bem estar da sociedade e, consequentemente, elevar o desenvolvimento econômico e científico do Brasil. Ou seja, o Governo Federal deve seguir o exemplo do físico Albert Einstein, que defendia que a ciência é a coisa mais preciosa que temos. No entanto, os expressivos cortes nessa área faz com que o país se sinta “lento” em relação ao desenvolvimento cientista.
Além disso, nota-se, ainda, que a situação econômica do país também causa o desafio do problema vigente. Uma vez que, desde 2014, as contas públicas fecham no vermelho, causando recessão econômica. Dessa maneira, tal crise fiscal impõe a realização de cortes em vários órgãos do governo para evitar um possível desequilíbrio nas contas públicas. Com efeito, segundo a ONG Batelle, o país investe apenas 1,3% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento.
Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de valorizar a ciência. Em primeiro lugar, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve incentivar, novas e atuais pesquisas científicas, por meio de repasses financeiros e estruturais, por exemplo, para que os cientistas do Brasil tenham condições ideais de trabalharem. Ademais, o Poder Legislativo deve melhorar a economia do país, por intermédio de reformas e projetos, de modo a promover a prosperidade econômica, para que o país saia da crise e a economia e as inovações científicas possam progredir. Desse modo, a ciência terá destaque e o impasse deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.