A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 27/10/2019

A partir da Revolução Técnico-Científico-Informacional, ficou claro para a maioria dos países que contemplam o globo terrestre, que a ciência como um todo, é a principal aliada do desenvolvimento. Isso é, uma nação com um alto índice de progresso científico e tecnológico, é uma pátria capaz de produzir suas próprias indústrias, tornando-as cada vez mais rebuscadas e com alto índice de modernização.

No Brasil contemporâneo, um dos principais empecilhos para o progresso é a desvalorização da ciência no país. Nesse contexto, o Estado possui políticas públicas nada favoráveis a área científica, como: a dificuldade na concessão de bolsas de pesquisa, os abundantes cortes de gastos destinados à educação e até mesmo, na desvalorização dos profissionais da área.

Tais fatores, apenas contribuem para o retrocesso e a estagnação do Brasil perante ao cenário internacional, que está cada vez mais avançado e desenvolvido tecnologicamente. Em decorrência disso, houve um aumento dos casos do fenômeno nomeado ‘‘fuga de cérebros’’, tipo de emigração espontânea caracterizada pela ocorrência com indivíduos dos quais possuem altos níveis de formações em seus campos profissionais e acadêmicos. Levando esses cidadãos a deixarem seu país de origem, para exercerem suas profissões em países na maioria das vezes, desenvolvidos, com melhores oportunidades de vida e de emprego.

Tendo em vista os aspectos observados, diante do exposto, há real necessidade de intervenção do Estado e a tomada de ações governamentais, que busquem voltar a educação e a ciência como áreas prioritárias de investimento. Cabe também ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações a criação de polos tecnológicos e centros de pesquisas avançados, para a produção de novas formas de tecnologias e informações para o país.