A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 31/01/2020

Na Europa do século XVIII, o Iluminismo já falava acerca da importância de difundir o conhecimento e enaltecer a ciência. Em contrapartida, apesar da evolução mundial, no Brasil do século XXI ocorre o contrário do proposto pelos iluministas: a desvalorização da ciência. Isso se dá em virtude da fuga de cérebros e acarreta crises econômicas, ambientais e sociais no país, impedindo que ele prospere. Enfim, medidas de combate a essa problemática são necessárias.

Diante desse cenário, cabe elucidar o processo da fuga de cérebros no Brasil. Mormente, é preciso entender que a ciência canarinha é movida, primordialmente, pelas universidades. Nesse sentido, o fato é que está cada vez mais difícil conseguir bolsas ou financiamentos, tanto para graduados como para pós-doutores e, por isso, esses indivíduos com conhecimento técnico e científico migram para países nos quais seus trabalhos são valorizados. Dessa forma, o Brasil perde tecnologia e não evolui cientificamente.

Por conseguinte, o Estado tupiniquim vive o ciclo do subdesenvolvimento, afetando diversos âmbitos da sociedade. Nesse contexto, vale ressaltar que o Brasil contemporâneo tem uma economia calcada em exportações constituídas, majoritariamente, por produtos agrícolas justamente por causa do descaso para com a ciência, o que faz necessário exportar matéria-prima para suprir importações tecnológicas. Desse modo, o agronegócio expande sus fronteiras através do desmatamento, gerando entraves socioambientais e fechando o ciclo do subdesenvolvimento.

Portanto, observa-se que a desvalorização da ciência impede o Brasil de ser uma nação desenvolvida. Em função disso, é imperioso que o Ministério da Ciência e Tecnologia atue na proteção dos investimentos em pesquisas universitárias, por meio da proibição de cortes financeiros nesse setor, a fim de evitar a fuga de cérebros e consolidar a hegemonia tecnológica nacional. Assim, o Brasil deixaria de ser dependente cientificamente de outros países e alcançaria o desenvolvimento.