A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 26/02/2020

Na trama “Fahrenheit 451”,criada por Ray Bradbury, é retratado um futuro distópico, no qual livros representam uma ameaça ao sistema geral e bombeiros tem o dever de exterminá-los.Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Guy Montag que é bombeiro e passa por séria crise ideológica quanto a queimar livros. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Bradbury assemelha-se a crise científica vivenciada atualmente no Brasil, em razão do baixo orçamento financiado pelo governo e pouca iniciativa privada.

Primordialmente, é importante destacar que o Brasil tem consolidado o maior atraso científico de sua história, pois o governo não tem interesse em relação à pesquisas científicas. Em prova disso, de acordo com dados do site Folha de São Paulo,em 2017 ocorreu um corte de 42% nos investimentos ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações(MCTIC).

Por conseguinte, uma pequena quantidade de empresas com foco na ciência são criadas. Por conta do Estado, que desvaloriza tal categoria, sendo assim, tanto influências para competitividade quanto para apoio são inexistentes na realidade brasileira. Pois, de acordo com a revista Gazeta do Povo, as universidades públicas respondem atualmente cerca de 95% das pesquisas científicas nacionais.

Em virtude dos fatos mencionados, é mister que o quadro atual mude.

Para a volta da valorização da ciência, é inadiável que o Estado, por meio de verbas do mesmo, crie um ministério específico para a ciência, e mantenha uma média incorruptível de investimentos para o próprio. Como também o Mistério de Educação e Cultura (MEC), crie campanhas nos principais meios de comunicação, para incentivar a geração de novas iniciativas privadas com o foco em ciência. Somente assim, será possível encaminhar o Brasil para progressos em pesquisas e distanciá-lo da realidade de “Fahrenheit 451”.