A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 10/03/2020
No período joanino, a ciência era pouco desenvolvida no Brasil, visto que os trabalhadores na área da saúde utilizavam práticas muito arcaicas, como a técnica de sangria, utilizada nos tempos medievais. Hodiernamente, a ciência é bastante moderna e desempenha papel fundamental na sociedade, como no combate a doenças. Contudo, devido à falta de senso crítico da população e a indiferença do Governo, a ciência não é valorizada, sendo necessário resolver essa problemática.
Inicialmente, nota-se que as pessoas optam por acreditar no que julgam ser conveniente, como os casos de movimentos anti-vacinas e de grupo de indivíduos que defendem a teoria da Terra plana. Segundo o filósofo Sócrates, sábio é aquele que reconhece os limites da própria ignorância. Mediante ao exposto, é necessário buscar embasamentos concretos antes de adotar certas posturas, já que o uso de achismo impede que o problema seja resolvido, pois desvaloriza as pautas defendidas pela ciência.
Ademais, a carência de investimentos governamentais no ramo científico dificulta na resolução do impasse. De acordo com o filósofo John Locke, essa realidade configura-se como uma violação do contrato social, já que o Governo não cumpre sua função de assegurar os direitos do indivíduo, como o direito à educação, à saúde e à informação. Dessa forma, é imprescindível que o setor público apoie as instituições de pesquisa científica a fim de que o problema seja sanado.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. As escolas e universidades, instituições formadoras de caráter e opinião, devem, por meio de debates, buscar sensibilizar os indivíduos a fim de que eles estejam sempre abertos a novas informações e assuntos, o que evitaria a ignorância. Outrossim, o Governo, por intermédio da emissão de verbas, precisa promover o incentivo a pesquisas para que a ciência possa progredir e, assim, ser valorizada. Só assim, a ciência escapará da ameaça de retornar aos moldes antigos.