A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 24/03/2020
Conforme a Constituição Federal de 1988, importante documento jurídico nacional, em seu artigo 6º, determina a todos os indivíduos o direito à educação, trabalho renumerado e ao bem-estar social. Em contrapartida, de maneira análoga a essa postura, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se segregada na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial às discussões acerca da desvalorização da ciência no Brasil e somente ações divergentes devem restringir essa problemática. Nessa ótica, mediante à sociedade contemporânea, inferem-se dois fatores importantes: a limita concentração de renda frente à configuração socioespacial e a insuficiência legislativa.
Em primeiro lugar, é notório pontuar que o despreparo cívico governamental e sua aplicação sejam um mediadores do problema. Prova disso, segundo a pesquisa divulgada pelo jornal Estadão, principal portal de notícias do país, em 2018, constatou-se que 4.597 bilhões de reais do orçamento das instituições científicas do governo frequentam uma crise de prestígio político e financeiro. No entanto, diante dessa perspectiva, evidencia-se a fragilidade do Poder Público em oferecer um sistema de economia eficiente à população em escala macroscópica e a facilidade desse número registrado tornar-se constante, viabilizada por negligência estatal, devido à ausência de fiscalização e administração por parte da articulação de órgãos governamentais, como também na capacitação profissional de cidadãos ao ingressarem no mercado de trabalho, oque tem gerado uma sociedade cada vez menos analítica.
Em segundo lugar, nessa assertiva, destaca-se a insuficiência legislativa, que ainda é o vetor ativo desse impasse. Sob essa premissa, o Escritor Modernista Rubem Alves defende a ideia de que as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que podem proporcionar voos ou condições de exclusão humana. Nessa lógica, paralelamente a essa corrente filosófica, ações estatais são imprescindíveis para garantir na transposição de obstáculos propiciados pela inércia dos fatos sobre o quadro alarmante.
Portanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), como instância máxima dos aspectos educacionais, deve com urgência, adotar estratégias psicopedagógicas para mitigar as dificuldades que segmentam na desvalorização da ciência aos alunos. Essa ação pode ser feita por meio de palestras didáticas e simpósios ministrados por especialistas no assunto, as quais elucidem a importância de combater tais atos infringíveis à esfera brasileira, com o objetivo de promover criticidade e educação técnico-científica e política no ambiente escolar. Ademais, com a tentativa de fomentar o artigo 6º proposto pela Constituição, na prática, compete o Governo Federal, aliado ao Poder Legislativo, devem formular leis que ponderam uma atitude mais engajada e coerente aos indivíduos e seus direitos civis.