A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 19/04/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, a desvalorização da ciência e a consequente estagnação no desenvolvimento do Brasil, impede que isso aconteça na prática. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes com o intuito de alcançar uma sociedade integrada.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, pode-se perceber que, no Brasil, a falta de incentivos governamentais, com o propósito de ampliar e fomentar as condições de trabalho do cientista, rompe essa harmonia. Mediante dados do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em 2020, houve uma redução de 30% no número de bolsas concedidas para os pesquisadores das universidades publicas do Brasil. Dado ao exposto, nota-se a carência de políticas públicas bem planejadas e executáveis.
Ademais, destaca-se o retrocesso social, proveniente da desvalorização da ciência, como fator impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo esse raciocínio, observa-se que embora se tenham exemplos do progresso socioecônomico advindo do investimento em ciência (Estados Unidos, por exemplo, ocupando o primeiro lugar no pódio), permitindo, assim, o avanço da nação, o Brasil realiza o inverso. Logo, a sociedade é acometida, uma vez que a mesma ficará estagnada e dependente de insumos importados dos diversos setores industriais (saúde, tecnologia etc). Destarte, diante dessas circunstâncias e das políticas públicas vulneráveis e negligentes, é profícuo o naufrágio pela qual a população vigente está sujeita.
Portanto, percebe-se que ainda há entraves para mitigar a altivez para com a ciência no Brasil. Dessa forma, faz-se necessário que o CNPq, em parceria com o Governo, crie, por meio de processo seletivo, uma comissão com profissionais capacitados (cientistas etc.), com o intuito de realizar, junto às autoridades institucionais e governamentais, o debate acerca da relevância da ciência para o país. À vista disso, com a finalidade de intervir e aumentar os investimentos. Outrossim, o CNPq, deve, por meio de verbas públicas, prover programas de incentivo fiscal à pesquisa, fornecendo aos pesquisadores bolsas remuneradas e estrutura física e material com a intenção de incentivar as produções científicas. Desse modo, com o objetivo de reduzir o atraso científico na pátria.