A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial a penicilina, um famoso antibiótico descoberto por Alexander Fleming em 1928, foi usado no tratamento dos soldados feridos. Desde então a ciência avançou e permitiu o desenvolvimento da sociedade, porém no Brasil a ciência não é tida como prioridade e cada vez com mais frequência ela é ameaçada devido os cortes nas bolsas de pesquisas e também o corte de verbas.

O Governo brasileiro cortou 3,4 mil bolsas de estudos da Capes, o que distancia o Brasil de ser um país desenvolvido já que China, EUA e Europa (países desenvolvidos) quando em crise a ciência é uma das áreas que mais recebe investimento, ou seja, percebem que a ciência não é um gasto mas um investimento promissor na qual contribui para o desenvolvimento de um país. Dessa forma, os pesquisadores brasileiros com dificuldade em receber financiamentos e bolsas são obrigados a buscarem esses recursos no exterior.

Ademais, no atual contexto de uma pandemia espera-se que pesquisadores “descubram” medicações o mais rápido possível, mas esse processo é dificultado exatamente pela falta de investimento, tais profissionais não são valorizados e pode se perceber que foi preciso uma pandemia para despertar a importância da ciência.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o quadro da ciência no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação investir e valorizar as pesquisas brasileiras para que o Brasil possa se desenvolver economicamente e a sociedade tenha qualidade de vida, de modo que haja financiamentos e mais disponibilidade de bolsas para os pesquisadores, dessa maneira haverá uma redução da “fuga de cérebros’ no país e mais pessoas se interessarão por essa área. Somente assim o país progredirá e esse quadro se tornará mais uma mazela passada da história do Brasil.