A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 09/04/2020

É inegável que, em consonância com o escritor irlandês Oscar Wilde, “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Tal reflexão pode ser associada à desvalorização da ciência no Brasil, comprometendo, por consequência, o desenvolvimento social, ambiental e econômico. Isso é resultante em razão da atenuação de recursos para a pesquisa e baixa remuneração. Desse modo, é crucial que medidas sejam estabelecidas para mitigar esse descaso.

A priori, cabe ressaltar que, segundo o filósofo Aristóteles, “a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos”. Entretanto, essa assertiva não está sendo, portanto, efetivada no campo das pesquisas científicas, devido à atenuação de recursos, como verbas destinadas ao setor. Isso acarreta a “fuga de cérebros”, uma vez que o governo não valoriza as investigações científicas e, concomitante a isso, os brasileiros refugiam-se em outros países com o fito de aprimorar a pesquisa à medida que há um financiamento do governo estrangeiro para a realização da prática, promovendo, por conseguinte, o progresso dos estudos, como análises na área da saúde, como a evolução do tratamento do Alzheimer e descobrimento de vacinas para combater um vírus.

Outrossim, de acordo com o filósofo São Tomás de Aquino, “todos indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres”. Tal pensamento é contraditório no que tange ao salário que os pesquisadores recebem, haja vista que não há reconhecimento pelas autoridades à proporção que há corte de verbas destinadas a esse âmbito. Diante disso, nota-se a negligência governamental em relação a essa problemática, dificultando, consequentemente, o progresso da ciência.

Dessarte, é fundamental que intervenções sejam estabelecidas a fim de reduzir essa intempérie. Dessa forma, é fulcral que o Governo disponibilize verbas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a fim de diminuir a “fuga de capital humano”, proporcionando, assim, o aumento do honorário, e, também, a ampliação das bolsas de estudos para ampliar o descobrimento de tratamentos, como Aids e Alzheimer ,garantindo, dessa maneira, a qualidade de vida da população e a satisfação do trabalho científico.