A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 04/05/2020

Ao analisar a depreciação da ciência no Brasil, percebe-se que é decorrente desde a época do Brasil República pela falta de destaque ao médico sanitarista, Carlos Chagas, o qual descobriu a doença de Chagas. Não distante de tal perspectiva, nos dias atuais os sucessivos cortes de verbas na educação, ocorridos nos últimos governos elegidos, demonstram uma espécie de cultura à desvalorização da ciência no país e tal fato gera atraso ao desenvolvimento nacional.

Primeiramente, é importante destacar que o atenuamento de verbas na educação brasileira reduz a qualidade de ensino. Em decorrência disso, a educação básica se estagnou na última década, segundo dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) realizado em 2018, e o ensino superior tem altas taxas de desistência em todas as áreas de estudo(saúde, exatas, humanas e outros), segundo o Ministério da Educação, o que demonstra os efeitos do baixo rendimento obtido no ensino  básico anteriormente. Assim, a produção do conhecimento científico no Brasil- o qual provém 95% das universidades, segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)- é comprometido pela falta de  uma base necessária ao seu desenvolvimento.

Ademais, a redução do investimento à pesquisa é prejudicial ao desenvolvimento do Brasil. Isso ocorre porque pesquisadores procuram financiamento em outros países e, com isso, aquele país será o mais beneficiado na conquista do um novo conhecimento científico, pois além dos habitantes daquele local serem os primeiros favorecidos, aquele país pode vender a descoberta feita. A título de exemplo, a busca pela cura do Covid-19, pandemia desencadeada desde 2019, tem somente países desenvolvidos na  liderança, os quais já estão em fase de teste com humanos, e, certamente, seus povos serão os primeiros beneficiados. Com isso, esses pesquisadores brasileiros que são abandonados pelo próprio país produzem um saber a baixo custo e beneficiam outros países, e, desse modo, o Brasil desperdiça a chance de se tornar um país desenvolvido.

Portanto, o saber cientifico é advindo de uma boa educação e financiamento governamental. Dessa maneira, o Estado deve promover a melhora no ensino básico e superior do Brasil, por meio da extinção dos cortes de verbas as instituições públicas educacionais, com o objetivo de incentivar a valorização do conhecimento e garantir a base necessária a produção do conhecimento cientifico. Outrossim, o governo também deve aumentar os salários dos pesquisadores, por meio da liberação de mais dinheiro (a qual pode ser garantida mediante uma lei que garanta uma porcentagem maior à educação) com a finalidade de incentivar esses labutadores a se manterem no país e, desse modo, incentivar o desenvolvimento nacional.