A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 18/05/2020
Walter Benjamin é um dos filósofos mais significativos da modernidade, somente reconhecido enquanto tal após sua trágica morte, durante a fuga das forças nazistas. Analogamente, é nítida a desvalorização do pensamento científico, no Brasil, que se reflete, majoritariamente, na falta de inovações no campo de pesquisas, as quais são de suma importância para o desenvolvimento do país. Esse cenário antagônico é fruto do desestímulo em trabalhos científicos para a população, como também a displicência dos investidores com o papel social da ciência.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a indiferença de muitos pessoas com a ciência, no Brasil, é oriunda do baixo estímulo estatal, já que muitos trabalham em péssima condição e não recebem o devido salário. Comprova-se, assim, por uma pesquisa divulgada pelo jornal O Tempo, por exemplo, em que por conta dos sucessivos cortes orçamentais nas pesquisas, nocivamente, levou uma alta gama de trabalhadores a migrarem, fenômeno conhecido como fuga de cérebros. Nesse sentido, além de não promover uma melhor condição de vida para o povo pelo avanço da ciência os políticos atuam de forma a perpetuar essa realidade distópica. Logo, é letal que um país signatário da Declaração Dos Direitos Humanos, como o Brasil, o Estado negue as devidas condições de trabalho para esse grupo.
Por conseguinte, o interesse estritamente financeiro de muitos empresas é uma mazela para o pensamento científico, já que utilizam a ciência para se enriquecerem e não promover uma melhor qualidade de vida para a povo. Acerca disso, o documentário “What The Weather”, por exemplo, apresenta o caso da indústrias alimentícias americanas que patrocinaram estudos na área de saúde, os quais publicam resultados manipulados de modo a favorecer os patrocinadores, por meio da associação de determinados produtos a prevenção de doenças. Nesse sentido, a ciência, tragicamente, é vista para os investidores como uma suposta ferramenta para enriquecimento, sendo assim, algo grave, tendo em vista a sua capacidade de promover avanços significativos, que sejam úteis para a sociedade, como a cura de doenças.
Portanto, tanto o governo quanto muitas empresas são empecilhos para o combate desse problema. Dessa forma, é preciso erradicar a desvalorização do conhecimento científico no Brasil pelas escolas. Logo, urge que os colégios possibilitem um maior interação dos alunos com pesquisas científicas, por meio do contrato de profissionais e palestrantes ligados ao tema, que realizem atividades lúdicas para a compreensão da questão pelos alunos. De maneira simultânea, impactar positivamente a escolha da profissão dos alunos. Com tais implementações, o problema poderá ser um mazela passada na história.