A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 23/05/2020
O Brasil é o trigésimo sexto colocado no ranking de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, de acordo com o jornal BBC News. O país disponibiliza cerca de 1,26% de seu PIB para tal finalidade, além disso, constantemente o governo realiza cortes significativos na área, afetando diretamente seus cientistas, que ao se verem sem recursos, acabam emigrando para outros países. Por conseguinte, há um atraso do Estado em relação aos demais, de modo a se manter dependente da importação de novas tecnologias.
“Não lutamos por melhores salários, estamos lutando para poder trabalhar, para fazer ciência! Estamos lutando pelo Brasil!” afirmou Helena Nader, ex-presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em uma manifestação que contestava um corte de verba realizado pelo governo, que tornaria praticamente impossível seguir com todas as pesquisas em progresso, de modo a interrompê-las e pôr fim ao desenvolvimento da área no país, consequentemente, esses profissionais ao se verem desvalorizados, abrem-se a novas propostas.
“Importação de tecnologias praticamente triplicou em apenas seis anos, e a tendência é aumentar” diz Estadão, no ano de 2015. Este, é um dos problemas decorrentes do vago investimento na área de pesquisas e desenvolvimento, contudo, sem o incentivo necessário, o país nunca irá reverter tal situação, pelo contrário, as previsões sugerem que à medida dos anos, o atraso torne-se maior.
Fica evidente que o Brasil deixa seus cientistas a mercê de uma precariedade de recursos, de forma a torná-los incapazes de realizar seu trabalho. Portanto, é essencial que o Ministério da Fazenda passe a remanejar um maior orçamento para esta área, por meio de ajuda de custo a centros de pesquisa e inovação, a fim de beneficiar-se financeiramente.