A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 01/06/2020

Com o advento da chamada Quarta Revolução Industrial, o cenário mundial é de extrema valorização da ciência. Em contrapartida a isso, o governo brasileiro mostra uma desvalorização cada vez maior do meio técnico-científico. Assim, além de se distanciar da população seu direito à educação de qualidade, garantido pela Constituição de 1988, limita-se o desenvolvimento do país, o que vai na contramão do que ocorre nos países de primeiro mundo.

Em primeiro lugar, nota-se que os investimentos na ciência só deveriam crescer. Na prática, tanto em relação ao mercado de trabalho, quanto ao meio acadêmico, pode-se afirmar que quanto mais conhecimento, mais valorizado é um profissional. O teórico positivista August Comte,  considerado o pai da Sociologia, defende que só é possível chegar ao conhecimento por meio da ciência. Dessa forma, países que exportam tecnologias investem pesadamente na educação de sua população, criando grandes centros de pesquisa e desenvolvimento, como o Massachusetts Institute of Thecnology (MIT), nos Estados Unidos.

Ademais, é de conhecimento geral que só se desenvolve um país com investimentos em educação. Sem uma população com acesso à educação básica de qualidade, não se pode ter pesquisadores. Logo, não se criam novas tecnologias, o crescimento econômico e a industrialização são retardados. De fato, como a ex-presidente Dilma Rousseff disse, em um de seus discursos de posse, só a educação salva um povo. Entretanto, o que se observa no Brasil, é que estudantes e pesquisadores têm que lutar para garantir seus direitos, como ocorreu em 15 de maio de 2019, em um protesto nacional contra o corte de gastos na educação, que tornou a ciência ainda mais limitada no país.

Fica evidente, portanto, a importância da da valorização da ciência para o desenvolvimento do Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação garanta o acesso a bolsas de iniciação científica para estudantes de graduação, mestrado e doutorado. Cabe ainda a este Ministério, juntamente com grandes mídias televisivas, a criação de propagandas que estimulem a produção científica no país. Por meio de vídeos incentivadores, essas propagandas mostrariam laboratórios em universidades renomadas, pesquisadores trabalhando e tecnologias já desenvolvidas no Brasil. Dessa forma, têm-se uma maior valorização desses profissionais e garante-se um alinhamento brasileiro com a Quarta Revolução Industrial.