A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/06/2020
A frase do cientista americano Carl Sagan que diz “Vivemos em uma sociedade extraordinariamente dependente da ciência e tecnologia, em que quase ninguém sabe nada sobre ciência e tecnologia” se encaixa na realidade brasileira, haja vista que o conhecimento não possui o valor que deveria ter. Nesse viés, sendo a ciência um dos principais pilares para o avanço de qualquer país, quando desvalorizada, causa retrocessos a curto e a longo prazo. Dessa forma, é inegável reconhecer a necessidade de medidas para amenizar esse contexto.
Em primeira análise, a ciência é o conhecimento e o progresso de uma realidade melhor em vários âmbitos da sociedade, sendo ela uma ferramenta que impulsionou e impulsiona inúmeras descobertas em prol da humanidade, tendo como exemplo vacinas, benefícios para agricultura, entre outros inumeráveis fatores. Porém, no ano de 2019, 42% dos investimentos no Ministério da ciência e tecnologia foram cortados, o que afetou inúmeros órgãos públicos responsáveis por pesquisas científicas no Brasil, segundo o site do G1. Diante disso, pode-se perceber de forma nítida o quanto algo de extrema necessidade é desvalorizado no país, levando em consideração que, se houvesse um planejamento em economia eficiente, o conhecimento científico não seria gasto e sim investimento.
Em segunda análise, desde a Revolução industrial, pode-se perceber avanços alcançados pela população humana que perduram até hoje, possibilitando o progresso da tecnologia. Entretanto, de nada adianta avanços como esse, se o indivíduo não possui o devido acesso, o que ocorre com muitas pessoas no Brasil, principalmente universitários e pós graduandos, sendo uma das parcelas da população que mais toma frente em pesquisas científicas, sobretudo os de universidades públicas, mas que são extremamente limitados pela falta de investimento do Governo, sendo um fato que implica no regresso do país, tendo em vista que sem a disponibilidade de capital nessa área, a sociedade fica estagnada. Ademais, esse contexto se encaixa na obra “O triste fim de Policarpo Quaresma” do escritor pré modernista Lima Barreto, a qual o personagem principal se entristece pelo fato de não ter a pátria que deveria e que sonha em ter, se igualando, nesse sentido, a muitos brasileiros.
Portanto, é necessário que o Governo, órgão responsável por suprir as necessidades públicas, intensifique os investimentos em universidades públicas, por meio da disponibilização de financiamento em pesquisas científicas, além de um planejamento econômico mais eficiente para que corte de gastos na ciência estejam em último lugar na ordem de prioridade, tendo como efeito um maior suporte para indivíduos que querem se aprofundar nessa área. Outrossim, a Mídia deve expor a importância do conhecimento científico no intuito de mostrar o verdadeiro valor da ciência. Assim, o Brasil será melhor.