A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 14/06/2020

O Brasil do século XIX se revelava um grande incentivador da produção científica com as fundações de diversas instituições, tais como o Colégio Médico da Bahia e Rio de Janeiro (1808), Museu Real (1818) e a Escola Politécnica (1874), se mantendo em harmonia com o departamento secular de diversos países europeus. Entretanto, atualmente a ciência no Brasil vem sendo cada vez mais desvalorizada. Tal fato ocorre pela falta de bolsas e pela falta de empregos nas áreas científicas.

Em 2019, o governo cortou 30% do orçamento das Universidades Federais, onde se formam cientistas; e houve  a perca de 3,4 mil bolsas, que mantêm financeiramente os cientistas, de acordo com o jornal O Globo. Os governos brasileiros demonstram a falta de interesse na ciência há muitos anos, consoante a pesquisadora Helena Nadir. Ainda assim o Brasil, em 2018 estava em 11º no ranking de publicações científicas -conforme uma matéria do Estadão -, à frente do Canadá, Espanha, Austrália e Irã; mostrando então que se houvesse o devido investimento, o país seria um dos melhores do mundo no quesito Ciência.

Ademais, há três áreas em que os profissionais podem atuar no país, são as empresas, universidades e institutos de pesquisa. Contudo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), grande parte desses profissionais ficam concentrados nas universidades públicas, como professores, pois o cargo de pesquisador não existe, assim, o cientista é obrigado a cumprir uma extensa carga horária em sala de aula, o que limita seu tempo de laboratório e dedicação às suas pesquisas.

Portanto, para melhorar este atual cenário preocupante, é papel do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações criar centros de pesquisas com ampla infraestrutura de modo que envolva diversas áreas da ciência. E por conseguinte, designar empregos em empresas e institutos de pesquisa, para que haja trabalho para os cientistas quando deixarem os centros de pesquisa e ter bastante opção para poder escolher a que melhor se adeque com a sua formação.