A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 04/06/2020
Historicamente, observamos valiosas descobertas que marcaram eras, permitindo possibilidades e verdadeiras revoluções que poucos imaginavam. Seja de maquinários, seja de medicamentos e vacinas, que preveniram e curaram doenças devastadoras. Essas, são apenas algumas, das inúmeras contribuições que a ciência trouxe a humanidade, entretanto, mesmo com tais contribuições inquestionáveis, nos deparamos com uma contante luta dos cientistas contra a desvalorização.
Analisando diferentes países do mundo, é nítida a discrepância da prioridade que a ciência ocupa para cada governo. Dados da última pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, apontam que o Brasil investiu 1,26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento em 2017. Valor baixo quando quando comparado com países desenvolvidos como Coreia do Sul (4,55%). Como consequência disso, nos tornamos cada vez mais dependentes das tecnologias estrangeiras. Uma vez que, não investir em tecnologia e esperar alguma melhoria econômica, é como esperar a colheita de algo que ninguém plantou.
Observando o primeiro trimestre de 2020, em meio a uma pandemia global pelo corona vírus, notamos com maior evidência esse descaso, quando países como o Brasil não contribuem com a OMS na busca de unir forças para acelerar as pesquisas de combate ao vírus. Concomitante a isso, depois uma queda de 12% dos valores destinados ao ensino superior ,o presidente do país afirmou em uma de suas declarações em Rondônia que o estudantes das universidades brasileiras fazem tudo menos estudar, reafirmando o descaso com a ciência.
Em virtude dos fatos mencionados, é evidente que ciência foi essencial ao desenvolvimento humano desde os primórdios e que seu investimento é a garantia de um futuro promissor. Contudo, solucionar tal problemática demanda uma reconfiguração política quase completa, uma vez que, faz-se indispensável a eleição de representantes que entendam a causa e a importância do seu apoio e investimento financeiro.