A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 03/06/2020
Na Europa Seiscentista, referente ao século XVII, ocorreu a denominada Revolução Científica, período em que a ciência foi difundida abruptamente pelo continente europeu, principalmente na Península Itálica. Desde esse momento a ciência ganhou um espaço nunca antes visto, resultando em grandes modificações e progressos na História- como a Revolução Industrial, que permitiu maior acessibilidade à diversos produtos. Entretanto, o Brasil contemporâneo tem diminuído seu apoio à ciência nacional, com um exorbitante corte de investimentos para pesquisas científicas, as chamadas bolsas de estudo, em companhia do “sucateamento” do ensino superior em geral.
A priori, deve-se considerar a redução no número de bolsas de estudo no Brasil: 5631 estudos perderam seu financiamento, somente no ano de 2020, segundo o jornal G1. Essa condição reflete um país que vem menosprezando o valor da ciência. Destarte, o fenômeno sociológico popularmente designado como “fuga de cérebros”, emigração de cientistas para países que subsidiem suas pesquisas, aumenta vigorosamente, acarretando um grande déficit social e econômico para a nação, visto que todo o investimento na formação e desenvolvimento desse profissional são aproveitados por outro país. Assim, panoramas como o amplo corte de bolsas de estudo necessitam ser revertidos.
Ademais, o “sucateamento” do ensino superior tem explicitado o fato de que as políticas públicas atuais não condizem com o avanço científico: essas administrações retiram, no ano de 2019, R$ 49,6 bilhões em verbas para as universidades públicas brasileiras, em comparação com o ano de 2018, consoante o jornal o G1. Desse modo, as universidades, e consequentemente a ciência, vão sendo cada vez mais desvalorizadas. Por conseguinte, cenários como o presente no livro A Utopia, de Thomas More, em que o personagem Rafael Hitlodeu não possui grande visibilidade na Inglaterra, apesar de sua notável inteligência, devido o governo vigente não apoiar em grande escala os saberes científicos, podem ocorrer, causando prejuízos inestimáveis para a ciência brasileira.
Portanto, é indubitável que a desvalorização da ciência no Brasil é um problema grave, e que precisa ser combatido. Por isso, cabe ao Ministério da Educação uma distribuição maior de bolsas de estudo às universidades públicas brasileiras. Essa ajuda deverá ocorrer adjunto à iniciativa privada, que seria responsável por destinar uma parcela de seus lucros para pesquisas de seus respectivos ramos de atuação. Dessas forma, as empresas poderiam ganhar vantagens fiscais, como a diminuição de impostos, e melhorariam sua atuação, pois a ciência tende a aperfeiçoar as antigas formas de produção. Dessarte, os pesquisadores conseguiriam de um forma mais eficaz os trabalhos tão enriquecedores para a humanidade.