A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 09/06/2020

Em tempos sombrios como o da segunda guerra mundial o uso da força parecia ser o único meio de se obter resultado nos confrontos, porém Alan Turing, matemático e cientista, através do uso de criptoánalise descobriu informações de grande valia para o avanço dos aliados a época, evidenciando como a ciência exerce poder de mudar os rumos da história. Entretanto, o uso dos meios científicos para o progresso da nação estão sendo deixados em segundo plano no Brasil, pois nota-se que o estado está reduzindo bolsas acadêmicas e minimizando o papel dos trabalhos científicos realizados.

Antes de tudo, é oportuno salientar que o governo Bolsonaro, segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, excluiu cursos como direito, economia e filosofia de bolsas de iniciação científica, dessa forma reduzindo  as produções acadêmicas no país. Desta feita, mostra-se pujante a falta de interesse do governo em investir e acreditar no potencial transformador das pesquisas realizadas em cursos superiores, o que vai de contra mão a países exemplos em divulgação científica como Japão e  Argentina.

Aliás, o descaso com a ciência não é exclusividade do governo Bolsonaro, o Brasil sempre demonstrou resistência em utilizar da iniciação científica como meio de progresso nacional, o que faz com que os governantes a tratem como objeto de segundo plano, mas como afirma Paolo Mantegazza “A ciência é o melhor instrumento para medir a nossa ignorância”, traçando uma paralelo com o que o neurologista diz, sem a ciência nem mesmo sabemos da nossa ignorância.

Portanto,  é notório os problemas com a ciência no Brasil, assim o Ministério da Ciência deve aumentar o número de bolsas, com dinheiro arrecadado de taxação de grandes fortunas e cria um programa de incentivo a grandes empresas que doarem para faculdades com trabalhos científicos em andamento , para que dessa forma, assim como foi na época de Turing, a ciência mude o rumo da história brasileira.