A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 14/06/2020
Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções da sociedade sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental das pessoas. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da negligência dada ao âmbito científico no Brasil. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas que se impõem como necessárias para que não haja a manutenção da desvalorização da ciência pelos brasileiros.
Inicialmente, é válido ressaltar a interferência da cultura nacional nos estudos. Conforme apresentado em jornais televisivos, o Brasil é internacionalmente conhecido pelo futebol, esporte muito valorizado como meio de entretenimento aos que praticam e aos que assistem. Entretanto, cabe a esse cenário uma crítica: a inversão de papéis. Afinal, a alienação promovida pela mídia a partir do enfoque superestimado aos jogadores, considerados heróis, oculta as profissões destinadas ao intelectual, como os cientistas, os quais, em contrapartida, não recebem o subsídio preciso para a inovação e o desenvolvimento da saúde, por exemplo. Dessa maneira, destaca-se o papel escolar de promover a valorização a todos e a cidadania dos estudantes, de modo a estimulá-los a garantir os direitos das classes.
Outrossim, é imprescindível mencionar o descaso governamental diante de projetos de progressão científica. Segundo o site de notícias da “Globo”, o “G1”, em 2017, o programa “Ciências sem fronteiras”, projeto destinado aos universitários para experiências de estudo em outros países, acabou por falta de verba. Tal situação é intrigante, pois é um exemplo de que, em primeiro lugar, o corte é feito justamente em educação, na qual precisa ser vista pelo Estado como a responsável por sustentar a evolução do país. No entanto, enquanto o capitalismo for prioridade, os poucos indivíduos, que se destacarem por ter boa formação educacional e econômica, serão sujeitos à “fuga de cérebros” das regiões mais desenvolvidas do planeta. Assim, os governos do exterior tiram vantagem da administração nacional estabelecida, visto o uso de mão de obra especializada, e o Brasil, por sua vez, se manterá em um ciclo vicioso de retrocesso.
Evidencia-se, portanto, que condutas são importantes para que a ciência seja valorizada nacionalmente. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por intermédio de uma reunião com os governadores estaduais, orientar a necessidade de investimento primordial em educação, de modo a não torná-la marginalizada, a fim de garantir a formação dos cidadãos e a promoção de suas respectivas carreiras, as quais, consequentemente, contribuirão para o progresso do país. Por fim, a nação colherá bons resultados em aspecto mundial.