A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 07/06/2020

A Ciência como a luz no labirinto obscuro da ignorância

Galileu Galilei, um dos expoentes da Revolução Científica ocorrida na Idade Moderna, alegou que sem conhecimento científico a humanidade vagaria perdida dentro de um obscuro labirinto. A Ciência, dessa forma, representa metaforicamente uma luz para os desafios enfrentados nas sociedades. No entanto, apesar de proporcionar ao mundo grandes descobertas e inovações, a importância da Ciência ainda é contestada ou subestimada, seja por representantes de governo, seja por parte da população. Diante disso, a desvalorização científica, sobretudo no Brasil, constitui um retrocesso ao desenvolvimento multilateral do país.

Com efeito, as universidades públicas destacam-se como as principais produtoras científicas no Brasil. Um exemplo desse trabalho notório consiste nas pesquisas e suporte tecnológico realizado pelos centros acadêmicos para o atual enfrentamento ao novo coronavírus. Entre outras, a Universidade Federal de Goiás desenvolveu um teste de checagem ao vírus que além de ser rápido, pode ser até 40 vezes mais barato do que os utilizados até então. Tais produções mostram-se imprescindíveis para preservar e aumentar a qualidade de vida da comunidade. Porém, encontram-se na contramão desse progresso, as medidas governamentais de redução de gastos na educação e na ciência, criando obstáculos para o bem estar social.

Por outro lado, observa-se que as divulgações científicas não são amplamente difundidas entre a população brasileira. Em decorrência disso, a desconfiança e o desconhecimento popular quanto à ciência são intensificados, favorecendo problemáticas como a disseminação de notícias falsas. Frente a isso, cientistas como Átila Marinho inovaram ao divulgar conteúdos científicos de modo simples e didático nas redes sociais. Tendo essas iniciativas como exemplo, o Estado brasileiro deve investir também na formação de divulgadores científicos.

Portanto, para que a desvalorização científica seja superada é imperioso que o Governo Federal, por meio de um plano governamental de proteção à ciência e educação, proíba a redução de repasses orçamentários para esses setores, criando uma tabela de prioridade de gastos públicos que proteja os serviços sociais em meio a crises financeiras. Sendo assim, a produção e a divulgação científicas poderão ditar caminhos para o desenvolvimento do Brasil, sendo a luz do labirinto de Galileu.