A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Juscelino Kubistchek foi de extrema importância no Brasil com seu plano de metas “50 anos em 5”, visando acelerar o desenvolvimento industrial e econômico para o país, pois, apesar da dívida externa criada, foi um marco em avanço de ciência e tecnologia. Esse momento foi único, já que nunca mais houve tanta aplicação de capital nessa área, pelo contrário, percebe-se com os anos a desvalorização da ciência no Brasil. O país tem ido na contra mão dos países desenvolvidos e só será possível mudar esse rumo através de incentivos neste setor.
Todo descaso com a área de ciências e tecnologias tem resultado na “fuga de cérebros”, ou seja, pessoas com alta capacitação profissional tem saído definitivamente do país, já com propostas de emprego e bons salários. O resultado é a produção de produtos com altos valores agregados que posteriormente serão comprados pelo Brasil, o que é uma perda enorme para o país, já que se houvesse investimento, ele que estaria lucrando com essa tecnologia.
A tendência do Brasil atualmente é se desindustrializar, dependendo das vendas de “commodities” para países de primeiro mundo, já que tem perdido seus “cérebros” para o exterior. Essa situação é efeito do baixo incentivo a pesquisas no país, péssimas condições de trabalho, salários baixos em que muitas das vezes são utilizados para as próprias pesquisas e cortes orçamentários.
Nota-se que o retorno da pesquisa e desenvolvimento não é um gasto para o governo e sim um investimento, o resultado de uma pesquisa de 5 milhões de reais, poderia ter gerado uma economia de 90 bilhões de reais aos INSS e SUS, como foi exposto pelo “VocêS/A” sobre uma pesquisa que foi impedida, na Faculdade Federal do Rio Grande do Sul, devido corte orçamentário. Portanto, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação incentive as pessoas a ficarem no país através de bons salários, bom ambiente de trabalho e através de recursos financeiros.