A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 08/06/2020
Demócrito foi o primeiro filósofo que sugeriu a existência de uma partícula única, a qual seria a base para tudo, o átomo. No entanto, mais de dois mil anos depois, Dalton retomou a ideia de Demócrito. Da mesma maneira, a desvalorização da ciência ocorrida na idade média, ocorre no Brasil de hoje. Portanto, combater as causas dessa desvalorização, seja a escassez de investimento, seja a desvalorização do cientista, é essencial para o futuro do Brasil.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar o desinvestimento científico no Brasil. Segundo o jornal “O Estadão”, as principais instituições de pesquisa no Brasil receberam, em 2016, menos dinheiro para pesquisa que em 2006. Devido ao corte de gastos diversos pesquisadores, perderam suas bolsas de pesquisa. Dessa forma, suas pesquisas foram interrompidas ou, em alguns casos, foram financiadas por outros países. Dessa forma, a produção científica brasileira torna-se cada vez menor.
Outrossim, a desvalorização do cientista é um fator relevante para a realidade científica do Brasil. De acordo com o portal de notícias BBC, o Ministério da Educação (MEC) cortou, em 2019, a verba que seria ofertada como bolsa de pesquisa para pós-graduandos, mestrandos e doutorandos. Logo, esses pesquisadores terão que, além de desenvolver suas pesquisas, trabalhar para se sustentarem. Dessa maneira, além desestimular a pesquisa, os pesquisadores terão que conseguir um emprego para continuarem como pesquisadores.
Portanto, para que o desenvolvimento científico no Brasil não seja comparado ao da idade média é preciso que o governo federal, por meio do Ministério da Educação, aumente as verbas públicas destinadas à pesquisa. Tal aumento deverá vir, sem prejuízo ao erário, da realocação de fundos de outras áreas, como o fundo eleitoral ou da verba de gabinete dos parlamentares, as quais não causariam grandes estragos no desenvolvimento do Brasil.