A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 04/06/2020

No século XX, durante o período entre as duas guerras mundiais houve um desenvolvimento científico significativo, pois as grandes potências econômicas perceberam que o avanço desta proporcionaria benefícios em futuros conflitos. Hodiernamente, o Brasil enfrenta dificuldades no que se refere a questão da desvalorização da ciência. Isso deve ser enfrentado, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 garante o incentivo ao desenvolvimento da ciência, da pesquisa e da capacitação. Em face ao exposto, dois aspectos fazem-se relevantes: os impactos sociais da desvalorização científica e a função desempenhada por ela no desenvolvimento social e econômico do país.

Em primeira análise, é lícito postular que a desvalorização da ciência tem inúmeros impactos sociais, a exemplo da queda na qualidade de vida dos brasileiros, visto que as pesquisas científicas melhoram a qualidade de alimentos, de vacinas e de medicamentos. De acordo com o site G1, entre 2014 e 2018 os investimentos em ciência foram reduzidos em cerca de 50%, tal fato demonstra o descaso do Estado para com a comunidade científica brasileira. Ademais, a insuficiência de informações, sobre a importância das pesquisas, disponibilizadas ao corpo social auxilia o processo de desvalorização destas. É fundamental, portanto, que sejam tomadas as providências cabíveis para resolver a problemática.

Outrossim, é importante salientar que a ciência desempenha função fundamental no desenvolvimento social e econômico do país. Segundo o site Exame, a falta de investimentos nas instituições de ensino no Brasil faz com que os jovens pesquisadores busquem oportunidades em outros países, esta emigração de estudantes impacta negativamente a economia brasileira, posto que eles utilizam os recursos do Estado para ingressar no sistema de ensino, mas não concluem o ciclo de aprendizado no país. Destarte, faz-se necessário investir mais recursos no desenvolvimento da ciência a fim de  evitar a emigração dos pesquisadores.

Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como forma de garantir isso, o Estado, em parceria com o Ministério da Educação, deve desenvolver um projeto para aumentar os investimentos no campo científico e incentivar os jovens estudantes a concluir o ciclo de aprendizagem no país, por meio do aprimoramento dos principais tecnopolos do Brasil com o objetivo de evitar a emigração dos pesquisadores e proporcionar mais oportunidades aos estudantes. Dessa forma, poder-se-á cumprir o que está previsto na Constituição e tornar o Brasil um país desenvolvido na área da ciência.