A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 06/06/2020

O iluminismo foi um período divisor de águas. Grandes artistas, cientistas e escritores deixaram legados indeléveis na história. Naquela época, a burguesia financiou através de mecenas (patrocínio) o trabalho dessa classe, o que, de fato, tornou viável o acontecimento de grandes feitos, como os estudos astronômicos e físicos de Nicolau Copérnico e os diversos trabalhos científicos e artísticos de Leonardo da Vinci. Em contrapartida, no Brasil vive-se o contrário a esse período. Nesse viés, é preciso que as autoridades do país promovam ações eficientes que coloquem o investimento em pesquisa e educação como prioridade.

Mormente, é importante salientar que, a pandemia mundial causada pela covid-19, alertou-nos da necessidade de respirados para os centros de UTI dos hospitais. Diante disso, pesquisados da USP produziram de forma rápida e com tecnologia nacional, um aparelho similar ao importado e 30 vezes mais barato. Todavia, a falta de incentivo do governo e industrias do ramo que poderiam lucrar com o novo equipamento, impossibilitou a utilização rápida e a permanência das importações.

Em contraste, países desenvolvidos destinam grande parte do PIB para investimento em tecnologia. A China é um grande exemplo, pois, além de conseguir importar para o mundo todo grande parte dos equipamentos eletrônicos, diversos países se tornaram dependentes da importação dos respiradores, possibilitando grande aumento do preço, como rege a lei de oferta e demanda. Nessa lógica, indubitavelmente o investimento em tecnologia traz grandes retornos econômicos.

Portanto, é mister que o Estado tome providencias para amenizar o quadro atual. Para aumentar o investimento nas áreas de pesquisa e educação, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que busquem, apoio e patrocínio para órgãos de pesquisa, através de empresas privadas, sugerindo a transferência de impostos diretamente para projetos científicos. Por conseguinte, tal campanha participativa geraria lucro social e econômico a todos os envolvidos. Somente assim, será possível combater o retrocesso científico no país e, ademais, não retornarmos ao período das trevas, darmos continuidade aos grandes feitos iniciados no iluminismo.