A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 15/06/2020

De acordo com o historiador brasileiro Sergio Buarque de Holanda o expansionismo Marítimo europeu dos seculo XV, foi equivalente a uma atividade “exorcista” que em consonância com os renascentistas da revolução científica, permitiu a expulsão de diversos mitos do imaginário europeu. Em contraste com esse período  a situação hodierna da ciência no Brasil reflete uma realidade tanto quanto inconveniente, o descaso governamental com o meio científico, bem como, a fuga de cérebros  resultante desse processo, torna evidente a deplorável desvalorização científica nacional, que obscurece esse dino serviço citado pelo escritor.

Precipuamente, é fulcral salientar os problemas relacionados a falta de aporte governamental nos centros de pesquisa Brasileiro. Durante o ano de 2019 segundo o El pais,  a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) realizou o corte de 11.800 bolsas de estudo,o que atua diretamente desestimulando os estudantes e alimentando a perspectiva de buscar conhecimento em outras nações.

Em segunda análise cabe pontuar o recente fenômeno da fuga de cérebros que assola o Brasil. Segundo o portal BBC, dados da receita federal retratam um crescimento de aproximadamente 200% desde 2011 no numero de pessoas que optam por buscar qualificação e conhecimento em países estrangeiros, esse anseio de emigrar por parte dos estudantes denota as dificuldades e problemas da consolidação do meio científico, oque infelizmente culmina na perca de grandes mentes que não recebem apoio em território nacional.

Portanto medidas são necessárias para atenuar a problemática .É imprescindível que o Governo Federal e o Ministério da Educação em parceria com empresas privadas do ramo tecnológico, por meio de recursos preveniente da união, crie novas bolsas de iniciação que visem o apoio e a fomentação da produção científica nacional. Dessa forma logo  poder-se-á afirmar que a ciência voltará a ter o importante papel de desmistificar o cosmo, como no século XV.