A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 08/06/2020
Consoante o escritor brasileiro Millôr Fernandes: “O Brasil é o país do futuro. Sempre”. A partir desse raciocínio, pode-se afirmar que o Brasil possui inúmeras barreiras que impedem o avanço do país, inclusive a desvalorização da ciência, o que torna essa questão mais preocupante, visto que a ciência é a ferramenta necessária para tal avanço. Nessa lógica, problemas como a falta de investimento no setor tecnológico e a desvalorização do cientista, profissionalmente, tornaram-se questões que necessitam de uma atenção maior, em tempos hodiernos. Portanto, torna-se fundamental a discussão desses aspectos para a consolidação do progresso no Brasil.
A priori, é necessário observar que a falta de uma aplicação considerável no setor da ciência e tecnologia propicia a continuidade da desvalorização da ciência no Brasil. Embasado nessa afirmação, é possível comparar as grandes diferenças entre o Brasil e outros países como Estados Unidos e Alemanha, que tomam o campo da ciência e tecnologia como base para o desenvolvimento, consolidando a chamada Indústria 4.0 – que é a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital. Por consequência, como o Brasil não investe de forma intensa no campo da ciência, a possibilidade da indústria 4.0 torna-se remota, prejudicando, assim, que o Brasil inicie seu movimento ao progresso.
Ademais, é viável considerar que a depreciação profissional do cientista, embasado em um sistema de status profissional, corrobora para a continuidade do problema em questão. Em meio a isso, uma analogia à canção “Que trabalho é esse?”, de 1980, do artista Paulinho da Viola, faz-se possível, uma vez que, demonstrada em versos como “trabalhar por tão pouco dinheiro”, o cantor evidencia a desvalorização de certas áreas profissionais no Brasil – situação antiga, mas presente na atualidade, demonstrada pela área científica. Assim, a carreira, não sendo também valorizada pelo sistema de status presente no Brasil – por não ter tanta rentabilidade – torna-se desprestigiada, tornando mais difícil a consolidação do progresso no cenário nacional.
Em síntese, medidas exequíveis são necessárias para conterem as problemáticas que impedem a valorização da ciência no Brasil. Para tanto, é mister que o Governo, em parceria ao Ministério da Ciência e Tecnologia, invista em uma parceria público-privada com a instituição SENAI – que é uma instituição de tecnologia que tem a possibilidade de proporcionar ao Brasil um avanço para as indústrias 4.0, revolucionando o cenário industrial e possibilitando a valorização da carreira científica – por meio de investimentos governamentais vindas dos impostos cobrados. Essa ação possui o fito de proporcionar ao Brasil um avanço ao progresso, e assim, torná-lo o país do futuro.