A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Durante a copa, em 2014, um médico brasileiro tentou exibir um dos seus projetos, o exoesqueleto que permitiu um homem tetraplégico a chutar a bola, no entanto, tal feito não recebeu destaque, além disso recebeu críticas e questionamentos.Dessa forma, é evidente, diante do descaso com o cientista durante os jogos no Brasil, que a ciência é desvalorizada no país. Por essa razão, faz-se essencial pautar o imediatismo, bem como as “fakes news”.
Em primeira análise, proporcionalmente á evolução da tecnologia, a população anseia por respostas, informações e desenvolvimento rápido. A esse respeito, o filósofo Zygmunt Bauman menciona a cultura do imediatismo, a qual indica a perca de paciência e planejamento a longo prazo. Isso é, a ciência é o estudo de algo que ainda não se conhece, é imprescindível e, muitas vezes, sofrem atualizações a cada pesquisa, o que vai contra os desejos humanos, como apresentada na teoria do polonês, assim parte da população perde a confiança e o interesse pelas descobertas dos pesquisadores. Diante disso, a afobação por “feedbacks” dos trabalhos dos cientistas é um obstáculo para a sua valorização, é preciso compreender a necessidade e dificuldade de chegar ás conclusões.
Outrossim, as falsas informais estão ganhando cada vez mais força nos meios de comunicação. Em razão das afirmações incoerentes, como exemplo as varias curas do câncer, do covid e outras doenças que foram disseminadas nas redes sociais, fizeram que as pesquisas e descobertas reais perdessem seu alcance e o seu valor, ou seja, a ciência está enfrentando a Síndrome de Cassandra - personagem da mitologia grega que foi amaldiçoada tirando a credibilidade do povo em todas as profecias feitas por ela. Assim como a filha do rei de troia, a ciência atualmente sofre com a falta de credibilidade do povo, o que é prejudicial para toda população, visto que os pesquisadores são responsáveis por estudos que, muitas vezes, salvam vidas. Em suma, é fundamental aumentar o alcance do conhecimento.
Portanto, o imediatismo e as “fake news” são alguns dos obstáculos do avanço e valorização das pesquisas. Para tanto, cabe á mídia, junto com as universidades e centros de pesquisas, abrir um espaço para que especialistas possam expor diretamente ao publico os seus projetos, por meio de programas de televisão ou sites autenticados e sinalizados como confiáveis - visto que é difícil saber quando as instituições presentes na matéria realmente concordam e se responsabilizam pelo que é compartilhado- para que, diante do acompanhamento a população perceba a dificuldade e o processo por trás de cada pesquisa, além disso, aumentar o alcance da informações reais. Assim, a ciência passará a fazer parte da vida dos cidadãos, sendo cada vez mais valorizada, evitando o questionamento de projetos fundamentais, como o ocorrido na copa em 2014.