A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 15/06/2020

No quadro “Abaporu”, da artista Tarsila do Amaral,a falta de pensar do indivíduo, o qual representa o brasileiro, faz com que sua cabeça não seja desenvolvida. No contexto atual, muitos cidadãos do Brasil agregam valor para a ciência, pois conseguiram desenvolver a sua forma de pensar. No entanto, a falta de investimento no setor da ciência traz como consequência a migração estudantil e a concepção de que financiar estudos não é primordial.

A princípio, pode-se postular que sem uma valorização para o meio científico, muitos dos doutores procuram oportunidades em outros países. Tal fenômeno é caracterizado pela geografia como “fuga de cérebros”, quando pesquisadores e pessoas qualificadas saem do país em busca de melhores condições de trabalho e valorização. Dessa forma, o Brasil perde a oportunidade de melhorias em diferentes setores, uma vez que avanços nessa área pode acrescentar inovação e conhecimento nos diversos cenários. Ademais, pode-se perceber que os países desenvolvidos, como o caso da Alemanha,  tem uma política de ampliação científica, o que prova que apoiar os pesquisadores é um processo fundamental no desenvolvimento de medicamentos, vacinas e outros que auxiliam o ser. Por isso, cabe ao Governo a ampliação de bolsas para que os estudantes perdurem em suas pesquisas.

Além disso, é nítido que existe uma visão no país de que direcionar verbas à pesquisas é um gasto e não um investimeto. Por esse viés, é lícito postular que quando o país apresenta algum problema econômico a ação política é no corte de verbas de pesquisas e de educação, setor considerado no âmbito social não prioritário. Com isso, fica entendido a não eficiência no destino de verbas ao setor de descobertas. Isso é ilustrado pela teoria da Caverna de Platão, a qual critica o comodismo do indivíduo em permanecer na escuridão, pois não deslumbra nada além da sua realidade. Dessa maneira, fica claro que não só os governantes, mas também os cidadãos precisam ter a coragem de acreditar na ciência. Assim, cabe a valorização do fazer ciência pelo sistema de ensino.

Urge, portanto, medidas que permitam o “Abaporu” desenvolver sua mente. Para isso, cabe ao Poder Público- detentor do bem estar social- valorizar financeiramente as fundações de pesquisa, por meio do destino de verbas para as universidades, para que haja a continuidade de projetos científicos. Concomitantemente, as Instituições Escolares - como desenvolvedoras do pensar - precisam estimular os alunos a realizarem experimento, por intermédio de palestras e freiras de ciências engajadas na novidade tecnológica, a fim de que a criança e o adolescente entenda a importância dessa área. Dessarte, a valorização da ciência será algo intríseco no cidadão comum e seus representantes políticos.