A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 09/06/2020

Em conformidade com o filósofo Sócrates, " A vida sem ciência é uma espécie morta", portanto, é evidente que a valorização deste quesito, é imprescindível para o desenvolvimento humano e a manutenção da vida na terra. Contudo, nota-se a desvalorização da ciência brasileira, tendo em vista não só a postura anticiência do governo, mas também o sistema ultrapassado e arcaico de ensino.

Em primeira análise, vale lembra que, no Brasil, desde a sua colonização até nos dias atuais, há o investimento majoritariamente na exportação de commodities para países desenvolvidos e a importação de produtos tecnológicos produzidos com essas matérias primas. Desse modo, verifica-se que há uma cultura anticiência predominante no país, uma vez que os investimentos voltados as áreas do conhecimento, além de serem escassos, também sofrem cortes financeiros constantes pelo governo. À vista disso, intensificam-se as “fugas de cérebros, um fenômeno no qual os pesquisadores não possuindo recursos suficientes para manutenção de suas pesquisas, como também a pouco valorização do seu trabalho, são instigados a saírem do país, deslocando-se para países desenvolvidos que ofereçam todos recursos necessários para o desenvolvimento de suas pesquisas.

Além disso, é importante salientar que na idade média a igreja, principal instituição de poder, proibia a busca pelo conhecimento, com a finalidade da alienação social, e com isso, sua manutenção no poder. Atualmente, nota-se tal postura de forma amenizada no sistema de ensino brasileiro, considerando que, por mais que o conhecimento é transmitido pelas instituições de ensino, o método como é ensinado é monótono e arcaico, aonde ensinam conteúdos de várias áreas do conhecimento, porém não há a interligação destes com a importância da ciência e a necessidade do seu prosseguimento. Desse modo, há a formação de uma sociedade alienada e sem engajamento científico, em consequência, por meio do voto, elegem representantes que dão prosseguimento à cultura anticiência, causando crises econômicas, sociais e a dependência da tecnologia dos países desenvolvidos.

Sendo assim, medidas são necessárias para resolução do impasse. É dever do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e tecnologia, a renovação do método de ensino brasileiro, por meio de projetos interdisciplinares que interligam as matérias habituais e sua aplicação direta com a ciência, incluindo aulas práticas e debates sobre os temas científicos, com intuito de informar e estimular a busca do conhecimento pelos alunos. Por consequência, formarão cidadãos conscientes sobre a importância do desenvolvimento da ciência para o progresso do país, e por meio das eleições, escolheram representantes que tenham como prioridade o desenvolvimento da ciência e a possibilidade da sua valorização.