A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 09/06/2020
É notório que no mundo contemporâneo, a ciência atua como a base de países desenvolvidos, operando como uma grande engrenagem interna que possibilita o avança da tecnologia e da economia, posto que diversos tipos de indústrias podem provocar um aquecimento no mercado econômico com o auxílio de pesquisas científicas, como a indústria alimentícia, a indústria automotiva e indústrias de base, como siderúrgicas e afins. Entretanto, o Brasil parece estar indo na contramão do desenvolvimento científico adotado por países mais desenvolvidos, já que nos últimos anos a sociedade científica brasileira tem enfrentado ainda mais dificuldades, uma vez que a ciência sofreu diversos cortes de verbas dada a falta de interesse do governo em investir nessa área.
Consequentemente, o Brasil passa por um fenômeno conhecido como “fuga de cérebros”, no qual os cientistas brasileiros buscam outros países onde terão maior suporte do governo para suas pesquisas, além de maior estabilidade financeira e valorização profissional. Esse êxodo científico provoca enormes prejuízos à sociedade tupiniquim como um todo, pois a falta de cientistas em território doméstico acarreta na diminuição da produção de novas tecnologias, redução de benefícios voltados à população proporcionados pela ciência e o dificultamento do crescimento econômico.
Além disso, o desprezo dos governantes com o desenvolvimento científico causa diversos prejuízos a longa data, visto que um governo que não olha para a ciência acarreta em uma população que também não apresenta interesse por tal área. Como resultado, a grande maioria dos jovens não vão despertar um desejo pela ciência por ser uma área extremamente desvalorizada, como consequência, o Brasil vai passar a produzir menos pesquisadores.
A fim de que a ciência local prospere, cabem às diversas pastas dos ministérios brasileiros trabalharem em conjunto para que o Brasil seja uma referência mundial em ciência. Em primeiro lugar, torna-se necessário que o Ministério da Educação (MEC) amplie os currículos escolares do ensino de base para despertar o interesse das crianças e dos adolescentes no campo científico. Isso pode ser realizado com a adoção de palestras com cientistas e com feiras de ciências anuais nas escolas, além da realização de excursões para museus e centros de pesquisa. Ademais, é preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) passe a receber mais verbas do governo federal para aplicar em pesquisas científicas que irão dar retorno para a comunidade brasileira, buscando benefícios nas áreas econômicas, sociais e tecnológicas com o objetivo de desenvolver a soberania nacional em relação à sua comunidade científica e evitar a emigração dos pesquisadores nativos.