A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/06/2020
Ciência gera conhecimento e, indubitavelmente, é necessária para o desenvolvimento de uma nação. No Brasil, esse sistema essencial se desenvolveu a longo do século XX, porém enfrenta obstáculos para seu pleno crescimento; dentre eles a falta de investimento e engajamento público para sua defesa e valorização.
Atualmente, observa-se que a área científica recebe poucos recursos, o que acarreta a falta de infraestrutura e pessoal a fim de realizar pesquisas. Ao passo que países desenvolvidos obtém verbas públicas e massivos investimentos privados para fomentar a área, no território brasileiro, as empresas não demonstram grande interesse para esses fins, apenas contribui com 0,55% do seu PIB. Em contrapartida, a Coreia do Sul, por exemplo, investe cerca de 2,7% do PIB, de acordo com dados da Batelle, uma organização estadunidense. Dessa forma, a federação está fadada a continuar subordinada a tecnologias estrangeiras, enquanto podia estar com o próprio ciclo construtivo potencializado.
Além disso, a falta de comunicação direta entre a comunidade científica e a sociedade, contribui para tal desvalorização. É preciso que os cientistas tenham em mente que grande parte da população não tem formação completa, ou então, não utiliza as mídias tradicionais, como jornais impressos, para se informar sobre assuntos tecnológicos, logo, não há apoio popular. Assim sendo, muitos especialistas optam por sair da pátria e buscar oportunidades em outros locais, evento chamado de fuga de cérebros, fato que contribui para a perda de competitividade internacional. Por conseguinte, mudanças são necessárias diante do cenário nacional. Campanhas deveriam ser realizadas por universidades em conjunto com seus pesquisadores, destacando seus feitos promissores, a fim de atrair investimentos dos setores privados. Bem como, difundir ainda mais a integração da sociedade com a ciência por meio de mídias modernas a fim de democratizar o desenvolvimento e aumentar a defesa do exercício das pesquisas. Dessa forma, o Brasil seria cada vez mais próspero.