A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 16/06/2020
O Iluminismo foi uma corrente de pensamento difundida na Europa do século XVIII, ela tinha em seus ideais a tecnologia e o método científico como forma de fazer progredir a humanidade. Por outro lado, em involução, o Brasil do século XX vive uma crescente desvalorização da ciência. Tal fator se demonstra nos contínuos cortes de verbas da área científica, o que gera uma diminuição na comunidade científica, bem como projeções de caráter negativo ao futuro nacional no âmbito econômico.
Em primeiro lugar analisa-se que há constantes cortes realizados nos investimentos voltados à ciência, bem como no investimento aos profissionais, que buscam capacitações e verbas para o desenvolvimento de pesquisas nacionais. No mês de março de 2020, em meio à pandemia de Covid-19, o governo anunciou um corte de 42% dos investimentos em ciência e tecnologia, fator que evidencia que embora a ciência fosse, no presente momento, de papel fundamental ao país para pesquisas em relação à vacina e cura da doença, ela sofreu impactos econômicos que não permitem avanços de maneira mais descomplicada. Dessa forma, é criada uma relação cíclica de queda nos investimentos, pois a ciência com pouca aplicação se torna cada vez mais ineficiente, e a área mais infrutífera na visão governamental acaba por ter seu investimento novamente diminuído.
Em virtude do exposto, há um crescente exílio científico dos profissionais brasileiros que buscam oportunidades de trabalhos em países que investem de forma mais contundente na ciência. Tais profissionais acabam por não apenas oferecer sua força de trabalho para pesquisas que credibilizarão tais países, como Japão que investe cerca de R$44 bilhões anuais no setor, como fortalecendo sua economia. De modo análogo projeções apontam que a falta de inovação no setor científico e tecnológico brasileiro faz com que o país se torne dependente do conhecimento produzido no exterior, que tem alto valor de importação graças ao valor agregado. Em suma, evitar investir em economia visando corte de gastos, gera em um futuro próximo um país à mercê dos valores do mercado externo, uma vez que não possui capacidade de produção particular.
Portanto, a fim de solucionar a problemática, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deve receber e direcionar verbas crescentes às instituições de estudo e pesquisas científicas, por meio de bolsas para novos pesquisadores e recursos para a manutenção estrutural, como ampliação e reforma nos centros de desenvolvimento, a fim de promover a valorização da ciência no domínio nacional e consequentemente o desenvolvimento do país.