A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/06/2020
A revolução tecno-científico-informacional instaurou avanços cruciais para o desenvolvimento mundial. Porém, os inúmeros ataques sofridos pelo setor científico brasileiro representam uma imensurável desvalorização a ciência e um grande retrocesso a progressão do país. Logo, é irrefutável a necessidade de subverter tal situação, a qual possui como causas a inobservância estatal e o baixo orçamento destinado a pesquisa.
No que concerne ao primeiro ponto, vale salientar que o Estado brasileiro possui uma postura adversa ao desenvolvimento científico. Para o iluminista Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar social. Entretanto, como o incentivo governamental a ciência é pífio, outros setores do país, como a economia e a saúde, tornam-se carentes de recursos. Nesse sentido, a pesquisa brasileira é vital para o desenvolvimento do país e negligenciá-la prejudica pontualmente a progressão social.
A respeito do segundo dado, é importante ressaltar que o Brasil ainda destina poucos recursos a pesquisa científica. Nessa perspectiva, é fulcral analisar a diferença entre a realidade brasileira e países que investem massivamente em ciência, como a Coreia do Sul e os Estados Unidos. Essas nações possuem um índice de desenvolvimento bem mais elevado em razão da maior quantidade de pesquisas desenvolvidas em prol do país. Por isso, o baixo orçamento brasileiro demonstra o descrédito à ciência e à ascensão brasileira.
Em virtude disso, medidas são indispensáveis para contornar tal contexto. Para isso, a câmara dos deputados deve criar um projeto de lei que promove a restauração de um Ministério específico para a Ciência. Tal iniciativa deve contar com a presença de universitários e pesquisadores para proporcionar ênfase a causa. Com isso, o Brasil destinará uma maior atenção a pesquisa científica e garantirá melhorias nas mais diversas esferas sociais.