A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 06/06/2020

O Renascimento,ocorrido no século XIV,foi marcado pela reaproximação do homem com os estudos racionais que eram exclusos na Idade Média, o qual permitiu a sociedade evoluir científico e culturalmente.Todavia, de maneira inversa a esse período histórico, a credibilidade da ciência está em risco no Brasil hodierno,tanto pelo escasso apoio governamental na produção técnica realizada pelas universidades, como pela difusão de conhecimentos sem embasamento na sociedade.

Em primeiro lugar, observa-se que as universidades federais padecem pela falta de investimentos de cunho científico, seja no estimulo à pesquisa dos discentes,seja nas más condições dos laboratórios acadêmicos.Prova disso é o corte de 42,2% no orçamento do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) em 2019,o qual,por consequência, afeta o âmbito de produção científica brasileira.Não obstante, tal conjuntura revela incongruência na lei estatal,haja vista a Constituição Cidadã de 1988 assegurar o desenvolvimento nacional fundamentalmente.

Outrossim,a impugnação à ciência por boa parte das pessoas é também uma fomentadora do impasse,visto que superstições e mitos controversos, como a teoria de que a vacina piora a saúde, são reproduzidos pelo senso comum.Nesse viés, o renomado sociólogo Durkheim definia o fato social como a tendência coletiva de agir e pensar,assim, percebe-se que a temática encaixa-se na premissa do autor, na medida em que influi sobre o consenso brasileiro.Dessa forma, haja vista o conhecimento científico ser fundamentado na razão, sua desvalorização fomenta a alienação.

Destarte,são inescusáveis medidas para mudar esse atual quadro.Diante disso,cabe ao Governo Federal aumentar as pesquisas acadêmicas e o senso científico no Brasil, a fim de trazer à tona os valores renascentistas. Isso será possível por meio da oferta universitária de iniciação científica, a qual deve ser auxiliada por um professor experiente, da manutenção de laboratórios,e,por fim, da utilização de programas de TV, de modo a instigar o povo a adotar uma postura crítica diante de noções sem cunho racional.