A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 08/06/2020

Há muito já se sabe que o processo de industrialização brasileira foi extremamente tardio. Enquanto os países europeus, como a Inglaterra, encaminhavam-se para um processo de avanço tecnológico na fabricação de seus automóveis, o Brasil apenas se contentava com sua velha carroça. Relacionado a isso está a desvalorização da ciência que, por vezes desincentivada, impede com que o país cresça economicamente. Portanto, é de extrema importância debater essa problemática e reverter a situação.

Durante a Revolta da Vacina, muitos brasileiros desacreditavam da importância do ato de vacinação, de modo a insistirem que o mesmo nada mais seria que uma obra política com intuito de manipulá-los. Como consequência, ao longo desse período houveram inúmeras vítimas fatais por varíola devido à ignorância científica. A partir disso, a ciência brasileira tem se esforçado diariamente no combate à falta de conhecimento e lutado de modo incansável pela sua própria sobrevivência.

Com tudo, assim como um carro não se move com os pneus furados, a ciência não se desenvolve sem recursos financeiros. E, apesar do Brasil ter título de país em desenvolvimento, o que se vê na prática são excessivos cortes de financiamento às agências brasileiras de pesquisa, que chegam a receber menos que 30% do imprescindível para sua continuidade. Dessa forma, cientistas brasileiros se vêem obrigados a migrarem para outros países em busca de recursos mínimos de trabalho. Assim, conhecida como “fuga de cérebros”, esses pesquisadores levam consigo tanto promissoras pesquisas quanto o progresso do país.

Então, com base nos argumentos apresentados, faz-se necessário que o Ministério da Economia em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações e também o Ministério da Educação proponham um orçamento capaz de melhorar a infraestrutura dos espaços de pesquisas tais como, laboratórios de universidades e escolas públicas. Além disso e não menos importante, está a necessidade de promover aos cientistas brasileiros condições dignas de trabalho, fornecendo a esses subsídios e auxílios da mesma forma que o ofertado a outros profissionais garantido pelas leis trabalhistas. Somente com essa visão de investimento científico será possível ao Brasil conquistar o almejado progresso estampado em sua bandeira.