A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/06/2020
O avanço e as inovações tecnológicas permitem o desenvolvimento da ciência. O governo tem um papel fundamental nesse contexto, já que é o responsável por muitas bolsas e instrumentos de pesquisa, principalmente em universidades federais. Nesse sentido, o que tem ocorrido é uma desvalorização da ciência, a qual gera consequências negativas para toda a nação e para o globo, que devem ser discutidas.
Primeiramente, é importante ressaltar que o Brasil sempre teve forte presença nos âmbitos de pesquisa científica pelo mundo. Isso é comprovado por uma pesquisa feita pela National Science Foundation (NSF), que aponta o Brasil como o 11º no ranking de publicações científicas, sendo que em uma década houve um aumento de 69,4% de artigos científicos publicados. Isso é uma conquista importante, pois é por meio da ciência que tudo progride. Exemplos disso são as vacinas, tanto para humanos, quanto para animais, o que permite a imunização contra diversos tipos de doenças, as descobertas para o meio rural, como fertilizantes e agrotóxicos, às vezes biológicos, o que promove melhor colheita e menos prejuízo econômico, social e ambiental, além de inúmeros outros casos. Portanto, é perceptível que sem a ciência não há nenhum tipo de desenvolvimento.
Outrossim, é necessário destacar que, apesar dessa posição privilegiada, o Brasil, em 2020, diminuiu a quantidade de verba destinada à ciência, comprovando a negligência. Nesse contexto, os recursos foram reduzidos em 30% e a taxa de fomento a pesquisas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a qual é usada para compra de insumos e equipamentos, diminuiu 80%, de acordo com uma reportagem do site da Globo (G1). Essa situação caracteriza uma situação preocupante, visto que a falta de investimentos atrasa o país, anula sua significância e deixa o Brasil à mercê de outras nações. Um exemplo disso foi o Zika vírus, que teve todas as suas questões descobertas por brasileiros , os quais, hoje, vivendo a pandemia de um novo vírus, não terão o mesmo prestígio, pois há desinteresse por parte dos governantes. Conclui-se, então, que desvalorizar a ciência dessa forma é um retrocesso.
Diante do exposto, nota-se que Immanuel Kant, filósofo alemão estava correto ao afirmar que o homem é o que a educação faz dele, demonstrando que não investir em ciência é prejudicial para a sociedade, pois ela não será bem instruída, gerando consequências. Diante disso, para mudar essa situação é necessário que os governos federal, estadual e municipal invistam em ciência, por meio de planos de ação conjuntos e divisão de verbas para as bolsas dos pesquisadores e materiais, por exemplo, para que o Brasil seja um país independente e promotor de desenvolvimento científico eficaz.