A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 16/07/2020

Com a vinda da Coroa Portuguesa para o Brasil, inúmeras transformações ocorreram no cenário brasileiro, como exemplo, a ascensão do conhecimento intelectual, por meio da fundação de universidades. Entretanto, na contemporaneidade, instaurou-se no corpo social o panorama de desvalorização da ciência. Isso se torna evidente tanto por conta do déficit de políticas públicas na incrementação da valorização científica, quanto da propagação exponencial de pseudociências. Dessa forma, a sociedade caminha para um retrocesso racional.

Primordialmente, ao analisar o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, entende-se que a sociedade atual preza pelo imediatismo e superficialidade. A esse respeito, o governo brasileiro contribui para a perpetuação dessa problemática, uma vez que negligenciam a educação base, formando, assim, indivíduos alienados. Desse modo, a indústria cultura ganha mais espaços nos meios de comunicação e, com isso, cientistas revolucionários, citando caso análogo, Carlos Chagas, — descobridor do protozoário causador da doença de Chagas — não recebe a visibilidade merecida.

Outrossim, destaca-se no arranjo social a incidência de movimentos “anti-intelectuais”, os quais têm como defensores indivíduos que se autodeclaram portadores da verdade e que persistem na propagação do conhecimento inverossímil — terraplanismo, por exemplo. Partindo desse pressuposto, o filósofo Umberto Eco critica o novo posicionamento social, o qual por intermédio das redes digitais e reais compartilham suas pseudociências a milhares de cidadãos. Assim, o conteúdo científico fica em descrédito e a ignorância se ramifica.

Depreende-se, portanto, que medidas exequíveis sejam efetuadas, com o fito da plena valorização da ciência. Posto isso, é necessário que o Estado invista em um ensino utópico, para que através dos meios de comunicação virtual e presencial haja o engajamento do público com a ciência, bem como, com a disseminação do conhecimento verossímil. Ademais, é urgente que as políticas públicas orientem os cidadãos sobre como identificar as pseudociências e denunciá-las. Sendo assim, será possível alcançar o progresso no âmbito pós-colonialismo nacional.