A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 19/08/2020
Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado instabilidades políticas e crises econômicas. Em meio aos caos, no governo Dilma e Temer, anunciou o corte de bilhões de reais ao Ministério da Educação (MEC). Após isso, o cenário educacional é dramático, pois no governo Bolsonaro, o presidente decretou corte de 30% em investimentos na Educação e o ministro do MEC declarou que pesquisa e pós-graduação não são prioridade na atualidade. Ademais, tem sido registrada, durante o período, diminuição de ofertas de vagas nas universidades públicas e precariedade nas infraestruturas escolares. Logo, a desvalorização da ciência, no Brasil, é chocante, em vista de cortes sucessivos na área educacional e devido à perda de soberania do país.
Em primeiro lugar, deve-se analisar que a retração nos investimentos públicos na Educação está relacionada diretamente com o desprezo do Estado. À prova disso, o jornal El País publicou uma matéria jornalística registrando bloqueio de dinheiro para universidades brasileiras pelo o governo de 2019. Nesse contexto, registram-se vários efeitos negativos como ameaças ao fechamento de faculdades devido à falta de recursos para o funcionamento das instituições e falta de qualificação profissional de pessoas. Assim, conclui-se que a desvalorização da ciência pelo o Estado é nítida com a redução de investimentos.
Em segundo lugar, a soberania do país é afetada com o cenário educacional ruim e falta de pesquisas científicas que colaboram com o avanço tecnológico. Na contramão do Brasil, a China, por exemplo, tem aumentado investimentos na educação diante de crises geopolíticas e para manter-se em liderança econômica, com registrado pelo jornal BBC. Esse fato é notório, em decorrência que o Brasil tem postura contrária a da China, porque em meio à crise econômica, o primeiro setor sofrer cortes é a educação. Contudo, o país chinês sabe que o melhor para sair de uma crise econômica é investir ainda mais na ciência, e isso tem colocado a China como destaque na geopolítica e uma das maiores economias do mundo. Desse modo, quando se molesta a educação, a soberania de uma nação, também, é afetada.
Destarte, educação e soberania são dois conceitos que andam juntos. Dessa maneira, deve o governo federal, por meio do Congresso, aprovar leis que proíbem cortes na área da educação e deliberar maiores recursos financeiros para o MEC. Essa ação deve ser feita de for imediata, através de deputados e senadores que garantiram que a lei seja efetiva. Os recursos devem ser repassados ao MEC, que distribuirá o dinheiro para a educação básica, faculdades e institutos tecnológicos. Essa medida deve ser suficiente a fim de promover a valorização da ciência e assegurar um governo forte.