A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 14/08/2020

A Revolução Técnico-científico-informacional, iniciada na metade do século XX, inaugurou inúmeros avanços nas áreas de tecnologia e ciência mundialmente. Entretanto, no Brasil, o conhecimento da relevância, bem como o estímulo a tal desenvolvimento mostra-se, com precisão, inerte e ineficaz, em virtude das condições públicas e educacionais vigentes. Com efeito, medidas devem ser tomadas para reverter esse trágico cenário relativo à importância da ciência e pesquisa brasileira.

Em um primeiro momento, é lícito destacar o papel científico no desenvolvimento econômico nacional. A esse respeito, é evidente que o investimento tecnológico possibilita a modernização e autonomia do país, devido à garantia em desenvolver os próprios estudos e diminuir a dependência de outros países em, por exemplo, importação de medicamentos ou equipamentos médicos, além do reconhecimento internacional referente às pesquisas nacionais. Nesse contexto, embora previsto no Artigo 218° da Constituição Federal, nota-se a carência de recursos públicos em inovação no Brasil. Dessa forma, a importância científica urge por ações do Estado que a efetivem e desenvolvam o país.

Ademais, o investimento tecnológico também confere expressiva relevância no nível educacional brasileiro. Sob esse viés, ao tomar como base o IDH -Índice de Desenvolvimento Humano- os três pilares representativos do avanço de uma nação são educação, renda e saúde. Nesse cenário, é nítido que a ciência e a inovação fomentam, sem arranhões, a formação de cidadãos mais qualificados e engajados com seu país. Todavia, a importância de tal assunto não é considerada, uma vez que o sistema educacional brasileiro é, majoritariamente, deficitário. Logo, o investimento em pesquisa e inovação no Brasil faz-se necessário para formar cidadãos aptos ao desenvolvimento contínuo deste. Torna-se evidente, portanto, que a luta pela ciência brasileira deve ser efetivada, em virtude de questões econômicas e sociais. Para tanto, é dever do Ministério do Planejamento, em parceria com o MEC, promover o letramento científico dos cidadãos e o desvio de recursos estatais para unidades de pesquisa e ciência - como o CNPQ e as faculdades públicas- por meio da criação de um plano nacional de incentivo à inovação e a formação científica dos brasileiros, a fim de transformar a apatia da população em conhecimento da importância da pesquisa, sobretudo dos mais jovens, e mitigar a inércia do poder público sobre o tema. Por certo, a Revolução far-se-á legítima.