A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 22/09/2020
O tenista Novak Djokovic, ao remover um evento em meio à pandemia de COVID-19 evidenciou todo seu negativismo quanto ao vírus e as medidas profilaxicas. Não só por parte do sérvio mas, nas sociedades atuais,os fatos históricos e científicos vem sendo rejeitados e substituídos pelo senso comum. A isto, justifica-se por uma busca incessante de conhecimento, aliada a livre circulação de ideias na internet.
A princípio, é válido reconhecer que,desde a Idade das Trevas,marcada pelo negativismo e o controle do saber pela Igreja, grupos se organizam para combatê-lo. Nesse sentido,o Iluminismo, através de figuras como Jackeline Rousseau contestavam este domínio, visando alcançar a luz , representada, metaforicamente, pela razão e conhecimento. Em contrapartida, no presente, embora haja comprovações científicas e históricas sobre variados temas, é recorrente a disseminação de inverdades e teorias conspiratórias. Como exemplo, verifica-se a negação às vacinas, que tem provocado o retorno de doenças e prejudicado aspectos humanos como a própria saúde pública.
Ademais, verifica-se a ascensão de mídias sociais como um intermédio à propagação do negativismo. Desta maneira, é em redes como o Facebook e Twitter que grupos, em sua grande parte insatisfeitos com o poder das instituições e pelo sistema vivenciado passam a expressar, livremente, suas ideias e concepções, muitas delas sem qualquer lastro na realidade.Sendo assim, à medida que tais ideias são espalhadas, partindo de celebridades, como o próprio Djocovik ou cidadãos comuns, há o ganho de novos adeptos, iniciando um ciclo de desinformação e prestando um desserviço às instituições produtoras de conhecimento.
Depreende-se ,diante do exposto, os efeitos adversos da negação aos fatos sobre os avanços e descobertas humanas. Logo,urge,por parte das escolas, a criação de uma disciplina on-line orientando uma geração cada vez mais conectada ao desfrute adequado da tecnologia,a fim de obter somente o conhecimento verdadeiro em detrimento do senso comum.