A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 16/10/2020
É perceptível que a pesquisa cientifica é de extrema relevância para o desenvolvimento da sociedade, como é comprovado por pesquisas realizadas por Darwin, Galileu e Newton. Entretanto, apesar desse fato, o Brasil representa um antagonismo a essa ideia, visto que negligencia os mecanismos necessários para o êxito da Ciência. Certamente, o poder público carece de ações valorizadoras do meio científico, somado a isso, a população por não possuir o contato com educação de qualidade apoia ideias anti-intelectualistas. Logo, é urgente a necessidade de projetos que integrem a comunidade e cientistas, assim como o reconhecimento.
Observa-se, em primeira instância, que a gestão governamental do Brasil não pauta pelo investimento na área da Ciência, o que a desvaloriza. Conforme a plataforma de notícias G1, em 2017 a verba para o Estudo e Tecnologia nacional foi de 0,45% do PIB, diferente da Coreia do Sul que obteve 4%. Diante disso, estudantes e pesquisadores sentem-se desmotivados e levados a desistência de seus projetos, em virtude de não receberem o auxílio necessário, assim tornam-se vítimas do sistema precário. Ademais, há a prevalência da fuga de cérebros, isto é, a decisão de mudar de país pelas melhores condições oferecidas, por consequência, a perda de futuras descobertas dentro da nação é realidade.
Em segunda instância, o obscurantismo da população causa o desapreço à área intelectual à medida em que o anti-academicismo aumenta. Nesse prisma, o astrólogo americano Carl Sagan, cita que hodiernamente a sociedade está extremamente dependente da Ciência, mas que grande parte desconhece suas realizações. Desse modo, esse desinteresse parte do ensino precário público, que não cativa os alunos para a obtenção do conhecimento e descobertas. Indubitavelmente, forma indivíduos que omitem pesquisas comprovadas e desconsideram o trabalho acadêmico, como por exemplo, a ideia de que a vacina é prejudicial, ou que a Terra é plana.
Evidencia-se, portanto, que essas principais problemáticas partem das insipientes políticas públicas governamentais para a educação. Por isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia precisa incluir as escolas básicas, com a divulgação mensal de amostras cientificas para a comunidade e alunos de pesquisas atuais realizadas no território, a fim de demonstrar os feitos dos cientistas e a relevância destes. Além disso, deve enviar mais do Produto Interno Bruto para as universidades e bolsas de estudos, com o intuito de auxiliar os discentes no desenvolvimento econômico e intelectual do Brasil. Inegavelmente, com essas medidas a nação prosperará de academicismo e tornará a qualidade de vida equivalente a potências, assim a ideia de Carl será contrariada.