A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 20/10/2020

Por consequência da chegada da família real ao Brasil, em 1808, o acesso à ciência e ao intelectualismo foram impulsionados e favorecidos. Todavia, a manutenção desse estímulo não se vê presente atualmente. Visto que, a ciência brasileira vem sendo desvalorizada e colocada em segundo plano pelo Governo. Sendo assim, faz-se necessário avaliar as causas e consequências da problemática.

Em primeiro plano, vale destacar como fator determinante para a conservação do problema a indiferença do Governo em relação aos investimentos científicos. A Revolução Científica, iniciada no século XV, na qual a valorização da ciência foi destacada, impactou positivamente o Brasil e sua economia. Entretanto, no cenário brasileiro hodierno é notório o corte de verbas das autoridades nas pesquisas e estudos científicos, contrariando a valorização trazida pela Revolução. De forma que segundo o G1, o corte na compra de insumos e equipamentos foi de 80%. Assim afetando não só as pesquisas, mas prejudicando a formação de novos estudantes nessa área da ciência, tendo em vista a dificuldade econômica presenciada.

Outrossim, é importante ressaltar como consequência da problemática o atraso econômico, cultural e social brasileiro. Assim divergindo do filósofo Thomas Hobbes, o qual em sua obra “O Leviatã” o autor defende que o Estado deve assumir uma postura de “Leviatã” e logo proteger seu país e cidadãos. Dessa maneira, a falta de investimentos científicos faz o Estado retardar o crescimento de seu país, e não protegê-lo como defendido por Hobbes. De modo a afetar negativamente não só a área da saúde- contribuindo para a proliferação de doenças-, mas também práticas agrícolas que acabam se tornando obsoletas, por exemplo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com as instituições científicas, um projeto que por meio de estímulos invista no setor científico brasileiro, promovendo bolsas de estudo e programas de estágios nessas instituições, junto a um investimento financeiro na compra dos insumos e equipamentos necessários. Além disso, cabe as mídias sociais e televisivas a disseminação das conquistas feitas pela ciência brasileira- como prêmios e novas descobertas- estimulando os telespectadores a perceberem a importância dessa área e assim valorizar as pesquisas realizadas. A fim de que o ideal de Platão sobre “o que mais importa não é viver, mas viver bem” se efetive aos cientistas e à população, já que a ciência é, indiretamente, quem garante o bem-estar do país, seja economicamente, seja socialmente.