A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 25/10/2020
O Renascimento foi um momento marcado pela valorização da ciência e da capacidade de raciocínio dos seres humanos, visto que a sociedade europeia havia saído da Idade média, período em que muitos cientistas eram punidos por tribunais, e em alguns casos até sentenciados à morte, por suas pesquisas e descobertas - como o caso de Galileu Galilei. O mundo contemporâneo, assim como o medieval, enfrenta uma onda de desvalorização desses estudos, sendo a falta de investimentos estatais e a fuga de cérebros problemáticas atuais que devem ser solucionadas.
A priori, há a negligência do Estado para com o conhecimento científico. Segundo dados da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), apenas 1,3% do PIB é investido nesses estudos, cenário que é agravado quando ocorrem cortes de verbas gerados por crises econômicas - atitude contrária a feita por outros países, como a Coréia do Sul, que, ao passarem por dificuldades financeiras, aumentaram os investimentos nesse segmento. Tal panorama prejudica, principalmente, cientistas que dependem de bolsas de pesquisa para realizarem suas análises, situação que gera o desmerecimento e o desincentivo desses profissionais.
Ademais, todos os problemas supracitados têm como consequência a fuga de cérebros. De acordo com a Receita Federal, cerca de 22 mil pessoas saíram do Brasil em busca de melhores condições de aperfeiçoamento de suas investigações, o que faz o país perder diversas mentes pensantes que poderiam contribuir para com a modernização e o desenvolvimento do mesmo. Esse fato foi assegurado por Descartes, o qual afirmou que a ciência é fundamental para que o mundo e a humanidade evoluam, uma vez que, não apenas a economia - a partir da comercialização de tecnologias com outras nações, mas também a qualidade de vida da população ganham vantagens.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que ocorra a melhora da condição atual. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação deve garantir o aumento de verbas para o setor científico e a disponibilidade de mais bolsas de pesquisa para profissionais, a partir da retirada de uma porcentagem maior do PIB, com o objetivo de diminuir o número de casos de fuga de cérebros e seguir estratégias de outros países que evoluíram após anos de investimentos na ciência. Além disso, é papel do Ministério da Educação promover o incentivo ao estudo e ao racionalismo em escolas, o que contribuirá para que, no futuro, a sociedade brasileira tenha mais cidadãos envolvidos com inovações científicas. Desse modo, haverá na sociedade uma nova onda do Renascimento e, consequentemente, de valorização do estudo.