A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 19/10/2020

Com o advento da Revolução técnico-científico-informacional houve uma série de descobertas e evoluções nesse período. Uma delas foi a revolução na ciência, pois é vista como fator principal para desenvolvimento de um país Desse modo, a ampliação da ciência foi crescente em diversos países. Contrariando essa perspectiva, o Brasil hodierno apresenta o setor da ciência defasado, já que há grande desvalorização dele. Essa problemática é decorrente da falta de investimentos estatais e do fato de os cientistas não serem regulamentados como profissionais pelo Ministério do Trabalho.

Mormente, cabe pontuar que o capital aplicado no setor científico e tecnológico é escasso. As verbas federais são insuficientes para crescimento da mesma. O Pais investiu cerca de 21% em pesquisas e desenvolvimento de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e comunicação (MCTIC). Segundo a tese de Karl Marx, o Estado sob influência do capitalismo selvagem, assiste apenas os interesses da classe dominante, negligenciando os outros setores e classes com menor poder aquisitivo. Ainda convém lembrar que, em 2016, o presidente Michel temer fundiu o Ministério da Ciência, tecnologia e inovação, com o da comunicação. Sendo assim uma medida artificial, que prejudica o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do país, ademais pode comprometer as políticas públicas.

Em segundo plano, a falta de regulamentação profissional dos cientistas potencializa a decadência científica do Brasil. Outrossim, os estudantes dessa esfera não possuem seguridade salarial, além de experimentar dia a dia um mercado de trabalho com pouca atratividade e diversificação. Por esta razão, há forte “migração de cérebros” para outros países, como EUA, China, Alemanha e entre outros, visto que eles investem, maciçamente, no campo técnico-científico. Por conseguinte, o potencial de progresso econômico brasileiro torna-se limitado, porque as áreas tecnológicas e cientificas, após a Terceira Revolução, é tida como essencial na prosperidade financeira de um país.

Em virtude dos fatos mencionados conclui-se que, o governo Federal tem a função de desvincular o Ministério da Ciência, tecnologia e inovação, do Ministério da Comunicação, a fim de expandir cada campo de atuação, para que não haja disfunção de tais ministérios. Também, o Ministério da Ciência, tecnologia, inovação e comunicação somado ao Ministério da Educação (MEC) intermediar o patrocínio de pesquisas dentro das universidades incentivando os estudantes de medicina a se tornarem futuros cientistas no Brasil. Ainda assim, deve regulamentar o cientista como profissão, á evitar a “fuga de cérebros.