A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 22/10/2020

A globalização, difundida no século XX, permitiu o desenvolvimento de um mundo cercado de tecnologia. No entanto, de maneira inversamente proporcional, a esse aprimoramento, evidencia-se uma negligência governamental, a qual intitula a demasiada desvalorização da ciência no país. Em razão disso, tem-se não só uma errônea construção cultural, como também à carência reflexiva que cerca a sociedade, fatos esses que devem ser debatidos.

Em primeira instância, torna-se indubitável que a desvalorização da ciência na contemporaneidade inicia-se pela errônea construção cultural do meio. Essa situação deve-se a existente habitualidade de indivíduos que cresceram em um século marcado por ideias primárias responsáveis por distanciar a massa popular do saber. Em outras palavras, tem-se um episódio da série Anne com E, que retrata a professora ministrando uma aula prática de ciências, a qual foi responsável por revoltar os pais que alegaram perca de tempo, bem como, um risco para seus filhos. Isto é, baseando no pensamento de que o novo gera desconforto, inferese-se um ilusório senso comum que negligencia a atuação dos cientistas; de maneira que ao praticaram a ciência, dialogam contrariamente a valores morais cristalizadas.

Consequentemente a essa cenário, é certo que a negligência governamental legitima diretamente na carência reflexiva do espaço urbano. De forma que, inquestionavelmente, a atuação da ciência como fato comprovado fornece voz as pessoas detentoras do conhecimento. Nesse sentido, ao se deparar com uma ameaça à quebra de Poder, o Estado tende a desestabilizar o âmbito de pesquisa. A exemplo, em dez anos, de acordo com a ciência estadão, as instituições científicas sofreram um déficit de aproximados seis bilhões de reais em investimentos públicos. Logo, observa-se de maneira gradual a estimulação de uma visão de mundo à deriva da ciência, a qual se torna frequentemente desvalorizada.

Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Poder Legislativo, em parceria com o ministério da Educação, fornecer políticas públicas direcionadas as instituições científicas do país. De modo que se tenham leis que, obrigatoriamente, promovam reuniões mensais - em ambientes escolares - com alunos e pais; os quais discutirão, por meio de dados comprovados, a importância da atuação da ciência como direito a nação. Efetuando assim não só na quebra da sólida cultura discutida, assim também, no rompimento da falta de conhecimento do corpo social, o qual exigirá mudanças ao Estado, fornecendo à valorização da ciência no Brasil.