A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 21/10/2020
O cientista Albert Einstein afirmou: “Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada a realidade, é primitiva e inocente, e, portanto, é o que temos de mais valioso”. Entretanto, atualmente, a realidade não é essa, é perceptível a desvalorização da ciência por conta da falta de investimento e cortes de orçamento nessa área.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que a falta de investimento é um obstáculo para valorização da ciência no Brasil. De acordo com o site G1 em comparação com outros países, o Brasil investe cerca de 1% em pesquisa e desenvolvimento, metade do percentual médio dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Resultado disso, é que o país perde produtividade e relevância e ficará dependente da produção de outros países, já que estas nações terão a tecnologia que o Brasil pode vir a precisar.
Cabe mencionar, em segundo plano, que os cortes de orçamentos contribuem para a desvalorização da ciência no Brasil. Nessa perspectiva, percebe-se um fenômeno chamado “fuga de cérebros”, que é caracterizado pela saída de cientistas brasileiros para outro país em busca de bolsas em instituições estrangeiras, por medo de não conseguirem terminar o mestrado ou doutorado com o auxílio financeiro que é dado. Consequência disso é que compromete não só o desenvolvimento científico com estagnação da inovação, mas também planos econômicos, pois para entrar no clube da OCDE, que estimula o progresso econômico e comercial mundial, o Brasil deve investir, no mínimo, 2% do seu produto interno bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento.
Evidencia-se, portanto que medidas devem ser tomadas. É dever do poder executivo direcionar investimentos em pesquisas, por meio de incentivos fiscais à empresas privadas, a fim de contribuir com projetos científicos e tecnológicos no país. Além disso, cabe ao poderes, executivo, legislativo e judiciário, retomar a recomposição do orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da repatriação de recursos não declarados no exterior, a fim de aumentar o número de bolsas e melhoras as condições da mesma.