A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 21/10/2020
A revolução-técnico-científico-informacional, iniciada na metade do século XX, inaugurou muitos avanços no meio tecnológico. Dessa forma, é possível perceber que a ciência é de extrema importância para a modernização, porém a mesma não é valorizada como deveria ser no Brasil. Diante disso, deve-se analisar como a falta de investimento na área e como a disseminação de notícias falsas a respeito da ciência contribuem para a perpetuação da problemática.
Em primeira análise, é preciso ressaltar que os cortes no orçamento da área científica viabilizou o retrocesso do país. Segundo o filósofo Epicteto, “só a educação liberta”, sendo assim, o progresso da humanidade só é alcançado quando se leva em prioridade a educação, baseada, principalmente, no conhecimento científico. Contudo, faz-se necessário uma maior importância para a ciência, pois assim contribuirá para as inovações tecnológicas e, consequentemente, o avanço social.
É importante considerar, também, a divulgação de relatos não comprovados que, rapidamente, geram repercussão. Nesse sentido, os sofistas, oriundos da Grécia antiga, pregavam que não existia uma verdade única, a verdade dependia da concepção de cada um. De maneira análoga, assim é a atual sociedade que diante a dados científicos comprovados, grande parte das pessoas preferem acredita na perspectiva individual, baseada em crenças, e assim, criam uma nova narrativa para tentar manipular as pessoas. Dessa maneira, a desvalorização da ciência tende a agravar cada vez mais.
Tendo em vista os aspectos observados, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, urge que o Ministério da ciência, tecnologia, inovação e comunicação amplie o investimento por meio do financiamento em pesquisas e testes, com o objetivo de promover o desenvolvimento do país. Além disso, é necessário que as escolas contribuam através de projetos e palestras que retratem a relevância do conhecimento científico, com a finalidade de guiar os alunos a um progresso sábio.