A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 22/10/2020
O astrônomo Galileu Galilei abordou em seus estudos o Modelo Copernicano, o qual se refere ao modelo planetário em que a terra gira em torno do sol. Nesse contexto, diante essa abordagem científica em 1633, Galileu foi considero herético pelo Tribunal da Inquisição e foi sentenciado a prisão domiciliar. Em meados do século XVII, percebe-se a intolerância e o menosprezo em torno de ideias de cunho cientifico. Tendo em vista tal panorama, identifica-se que, ainda hoje, mesmo diante os avanços em torno do cenário científico há um aumento exponencial da desvalorização da ciência no Brasil contemporâneo.
Em primeiro lugar, observa-se que essa desvalorização da ciência fomenta a “fuga de cérebros”, conceito que é associado à emigração de profissionais, como professores, doutores, médicos e engenheiros para outros países, com intuito de receberem maior investimento em pesquisa e maior valorização em torno do trabalho científico. Desse modo, vale ressaltar a negligência estatal mediante ao baixo investimento em torno das universidades e instituições federais. Assim, conforme o Jornal O Globo, o Ministério da Educação cortou cerca de um milhão de verba dessas instituições. Logo, essa desvalorização corrobora a diminuição alarmante de pesquisas, como de vacinas e de remédios, no meio social.
Convém lembrar ainda que movimentos contrários à comprovações científicas, como exemplo o movimento antivacina, deslegitima avanços não só no cenário da saúde pública, em relação ao controle de enfermidades, como também do científico. Dentro dessa lógica, vale destacar que a falta de incentivo e de investimento em projetos técnicos corrobora a estagnação do desenvolvimento do país frente a educação, a tecnologia e a economia. Dessa forma, segundo a Organização das Nações Unidas o Brasil se encontra na 36º posição do ranking dos países que mais investem em pesquisas. Sob esse ângulo, percebe-se que a desvalorização em torno da ciência ilegítima a importância do conhecimento crítico na sociedade.
Urge, portanto, que o Governo Federal, mediante o repasse de verba, implemente de maneira adequada nos projetos desenvolvidos nas universidades federais, por meio da disponibilização de bolsas científicas como forma de incentivo e de auxílio aos estudantes e professores. Isso deve ocorrer a fim de aumentar a valorização na ciência, e, consequentemente, o desenvolvimento do país. Em adição, é fundamental que o Estado, por meio de reajustes fiscais, implemente palestras com profissionais que atuem em pesquisas científicas, nas escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer com intuito de ressaltar a importância não só do papel do cientista, mas também da consciência crítica.