A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 26/10/2020

A biografia “Eu sou Malala” conta a história de Malala Yosafzai uma garota de dezesseis anos que foi a mais jovem a receber um prêmio Nobel da Paz, por lutar pelo direito à educação em seu país. Analogamente, percebe-se que a realidade brasileira não se difere muito da luta de Malala, haja vista que, o investimento na ciência e na educação está diminuindo drasticamente nos últimos anos devido a cortes nos orçamentos de Universidades. Nesse sentido, cabe-se avaliar a omissão do Estado em relação ao desamparo dos cientistas e pesquisadores a desvalorização da ciência no Brasil.

Primeiramente, vale ressaltar que o Estado brasileiro se mostra omisso ao não oferecer apoio para a ciência e para os cientistas do país. Com isso, fere o Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do Estado manter a ordem e os direitos dos cidadãos, visto que, a educação e a pesquisa são direitos declarados na Carta Constitucional. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior apoio por parte dos governantes para que a ciência de qualidade seja difundida por todo o território nacional.

Outrossim, alguns países, diferentemente do Brasil, buscam pela ciência como elemento primordial para o desenvolvimento da nação. A fim de se exemplificar, pode-se citar os Finlândia, país nórdico que investe na pesquisa, tendo como objetivo seu progresso nacional e bem-estar de sua população. Assim, percebe-se que o baixo investimento - cerca de 20% a menos que o ano de 2019 - e a falta de uma preocupação com a ciência, faz com que o Brasil continue fadado a ser um país subdesenvolvido em vários aspectos da sociedade.

Portanto, infere-se a necessidade de se resolver a desvalorização da ciência no país. Para tanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações - responsável por entidades como a Aneel, os Correios e o INPE - deve, juntar-se aos Ministérios da Educação e da Economia, por meio de sanções, e revogar o baixo investimento nos cientistas e nas pesquisas brasileiras, além de aumentar o número de aulas de ciências nas escolas de ensino fundamental e médio para ampliar o senso crítico das crianças e jovens, se espelhando na Finlândia. Dessa forma, tendo como finalidade que os pesquisadores e a população brasileira não se sintam desamparados pelo Governo. Logo, colocando em evidência que lutas como a de Malala Yosafzai fazem a diferença.